Regina Duarte pede desculpas a quem se sentiu agredido por post que incentivava discriminação a petistas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A atriz Regina Duarte se explicou sobre a postagem feita por ela no domingo (13) em que pedia para os eleitores de Lula (PT) usarem um adesivo com a estrela do Partido dos Trabalhadores na porta dos seus respectivos comércios.

A publicação da artista foi criticada por internautas por incentivar a discriminação contra petistas. Muitas pessoas também apontaram que prática semelhante foi adotada pelo regime nazista, que determinou boicote a estabelecimentos de propriedade de judeus.

"A senhora sabe que isso de pedir para colocar símbolo petista remete ao ato dos nazistas obrigarem os judeus a colocar a estrela do Judaísmo em suas roupas e estabelecimentos, não é? A senhora se sente mal de repercutir conceitos nazistas?", questionou o ator Rafael Cortez.

"A minha intenção era puramente comercial e empresarial. Se não fosse assim, eu teria colocado: 'Coloquem um 13 em suas casas, petistas", escreveu a atriz na rede social nesta quinta (17).

"Claro que os esquerdopatas já interpretaram à sua moda: paranoica e caluniosamente", prosseguiu. "Nunca houve de minha parte menção aos horrores perpetrados contra quem quer que seja. Era uma menção às dificuldades econômicas que podemos sofrer no Brasil daqui pra frente", completou.

Ela ainda pediu desculpas a quem se "sentiu agredido pelo post". "Só lembrando o que ocorreu na semana passada: a bolsa caiu, e a inflação subiu", completou.

Regina Duarte tinha apagado a publicação, mas ao se explicar sobre o post nesta quinta (17) voltou a compartilhar a imagem, que diz: "Atenção petistas, coloquem esse adesivo [a estrela do PT] na porta do seu negócio. Mostre que você tem orgulho de quem elegeu."

Ao jornal Folha de S.Paulo, o Instituto Brasil-Israel (IBI), disse ver com preocupação os pedidos de "marcação" de estabelecimentos de eleitores do PT, mais ainda quando partem de celebridades com poder de influência em um grande número de pessoas. "A proposta de uma narrativa onde os elementos a serem boicotados participam de um grupo monolítico e que fazem parte de um projeto único, degenerado, subversivo e que, portanto, devem ser coletivamente punidos, é perigosa", afirma o grupo.