Regina Casé: relembre os principais papéis da atriz que está arrasando em 'Amor de Mãe'

Regina Casé faz o papel de Lurdes em 'Amor de Mãe' (Reprodução/Globo/Estevam Avellar)

A atriz e apresentadora carioca de 65 anos é uma das artistas mais famosas do país e admirada por seus trabalhos em mais de 40 anos de carreira. Por muitos anos ela se dedicou aos seus programas de TV, deixando a atuação de lado. Longe das novelas há 18 anos, Regina Casé voltou fazendo um enorme sucesso na pele de Lurdes, na novela das 21h ‘Amor de Mãe’. 

Já conhece o Instagram do Yahoo Vida e Estilo? Siga a gente!

Casé tem conquistado elogios do público e da crítica por sua atuação intensa e verdadeira. Na trama sobre mães, ela é uma das protagonistas: a mãe guerreira de cinco filhos que tem um deles vendido pelo marido e passa a vida indo atrás do filho perdido. 

Leia também

Carreira de Casé é marcada por comando de programas e humor 

Regina Casé é lembrada quase sempre como apresentadora de programas e quadros divertidos da TV, como ‘Programa Legal’, ‘Brasil Legal’ (em que ela viajava pelo Brasil mostrando lugares inusitados), ‘Muvuca’, ‘Central da Periferia’ e ‘Esquenta!’ (que unia música e entrevistas). Vamos te ajudar a relembrar quais foram os principais papéis da carreira de Regina Casé na televisão e no cinema.

Tina Pepper, de Cambalacho (1986)

Regina Casé começou a carreira de atriz no teatro, num grupo experimental carioca chamado ‘Asdrúbal Trouxe o Trombone’, nos anos 1970. Fez peças e alguns trabalhos no cinema e na TV, mas seu primeiro papel que caiu na boca do povo foi Tina Pepper, em ‘Cambalacho’. Na novela divertida e escrachada de Silvio de Abreu, Regina fez Albertina Pimenta, conhecida como Tina Pepper porque imitava a cantora Tina Turner. Ela conseguiu fama, gravou um disco e ficou rica, sendo que o hit da personagem, ‘Você Me Incendeia’, fez muitos sucesso na novela e fora dela – Regina até participou do programa do Chacrinha cantando a música como Tina Pepper.

Maria Helena, do Casal Telejornal da ‘TV Pirata (de 1988)

Ao lado de Luiz Fernando Guimarães, de quem Regina Casé é amiga e já tinha contracenado ao lado em ‘Cambalacho’, fez a dupla Casal Telejornal na a ‘TV Pirata’, programa humorístico que marcou o final dos anos 80. Os dois imitavam um famoso casal de jornalistas que fazia sucesso na época (Leila Cordeiro e Eliakim Araújo), como Maria Helena e Carlos Alberto. Além desse personagem fixo, Regina participada de outras esquetes divertidas do programa, como novelinha sátira ‘Fogo no Rabo’, onde era Dona Mariana.

Rosalva, de ‘As Filhas da Mãe’ (2001)

Mais de 10 anos longe da atuação, Regina Casé aceitou o convite para fazer a Rosalva na novela ‘As Filhas da Mãe, de Silvio de Abreu. Na trama, Rosalva era a filha simples e bastarda Fausto (Francisco Cuoco). Rosalva criou quatro filhos sozinha e, ao longo da história, descobre que é seu pai é um ricaço. 

Dna. Darlene, do filme ‘Eu, Tu, Eles’ (2001)

O filme do diretor Andrucha Waddington se baseou na história real da cearense Maria Marlene Silva Saboia. No longa, ela ganhou o nome de Darlene e foi interpretada por Regina Casé, que deu vida a trama mirabolante da vida dessa mulher que se envolve emocionalmente com três homens: Osias (Lima Duarte), Zezinho (Stênio Garcia) e Ciro (Luiz Carlos Vasconcelos). A história é contada com humor, levando a personagem a fazer sucesso de público. Regina Casé ganhou na época como Melhor Atriz no Prêmio do Cinema Brasileiro.

Val, do filme ‘Que Horas Ela Volta’ (2015)

Anos depois, Regina voltou ao cinema com uma personagem marcante em uma história triste, realista e bonita ao mesmo tempo sobre a relação entre mãe e filha. No filme de Anna Muylaert, ela interpreta Val – uma pernambucana que deixou a filha Jéssica (Camila Márdilla) com os parentes e foi para São Paula tentar ganhar dinheiro, trabalhando como empregada doméstica. O filme estreou no Festival Sundance (EUA) e Regina Casé e Camila dividiram o prêmio de Melhor Atriz do festival. Ela também ganhou como Melhor Atriz no Critics Choice Awards (EUA), no prêmio APCA e no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. O filme foi um sucesso de público e de crítica, participando também dos festivais de Berlim, Seattle, Amsterdã e Lima, entre outros.