Reforço na bancada evangélica e caso de rachadinha: Conheça suplentes que assumem mandatos como deputado federal

Ana Paula Ramos
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Pedro Augusto
Investigado em suposto esquema de rachadinha, Pedro Augusto (PSD-RJ) assume o mandato de deputado federal. (Foto: Reprodução)

Dez novos deputados federais tomaram posse no início deste ano. Oito assumem vagas de deputados que foram eleitos prefeitos ou vice-prefeito nas eleições municipais de 2020 e renunciaram ao mandato. Já dois deputados assumem como suplentes, no lugar de parlamentares do Rio de Janeiro que se licenciaram dos mandatos para assumir secretarias municipais da capital fluminense.

Os novos deputados titulares são Pedro Vilela (PSDB-AL), no lugar de JHC; Neucimar Fraga (PSD-ES), no lugar de Sergio Vidigal; Josivaldo JP (Pode-MA), no lugar de Eduardo Braide; Aelton Freitas (PL-MG), no lugar de Margarida Salomão; Vivi Reis (Psol-PA), no lugar de Edmilson Rodrigues; Milton Coelho (PSB-PE), no lugar de João H. Campos; Pedro Augusto (PSD-RJ), no lugar de Alexandre Serfiotis; e Ricardo da Karol (Patriotas-RJ), no lugar de Wladimir Garotinho.

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Como Pedro Paulo (DEM) e Marcelo Calero (Cidadania) assumiram secretarias no governo municipal do Rio de Janeiro, tomaram posse os suplentes Marcos Soares (DEM-RJ) e Otavio Leite (PSDB).

Os novos membros da Câmara não representaram um impacto significativo na correlação de forças dentro do Congresso, mas alguns casos chamam a atenção.

BANCADAS

Com as mudanças, alguns partidos perderam deputados, enquanto outros ganharam. PT perdeu um parlamentar, assim como PDT, PSB e Cidadania. Por outro lado, ganharam integrantes PSDB (dois deputados), Patriotas e PL.

No entanto, alguns nomes não querem abrir mão da influência no Congresso.

Marcelo Calero teria avisado que vai participar de votações relevantes na Câmara. Como é deputado licenciado, ele pretende pedir licença do cargo de secretário de Governo e Integridade Pública por 24 horas para assumir o mandato e votar.

Na eleição para a presidência da Câmara, no dia 1º de fevereiro, por exemplo, o voto será de Calero.

BANCADA EVANGÉLICA

O pastor e líder da Igreja Internacional da Graça, R.R. Soares, terá mais um filho na Câmara dos Deputados. Marcos Soares assumiu como suplente de Pedro Paulo.

Marcos chegou a ser cotado, no ano passado, para assumir a Secretaria de Cultura do governo Jair Bolsonaro.

Ele já foi deputado e foi autor de projetos polêmicos, como a inclusão da disciplina de Moral e Cívica no currículo do ensino fundamental e um projeto para determinar a execução do Hino Nacional nas escolas, entre outros.

O irmão dele, David Soares (DEM-SP), foi o autor do projeto que concedia anistia de tributos a igrejas. A proposta, que teria um impacto de até R$ 1 bilhão, foi aprovada pelo Congresso, mas foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro, após recomendação do Ministério da Economia.

O presidente, entretanto, sugeriu que o veto fosse derrubado pelos deputados porque eles “não precisam se preocupar com implicações jurídicas e orçamentárias dos votos”. O veto ainda não foi apreciado pelo Congresso.

A Igreja Internacional da Graça de Deus tem R$ 37,8 milhões inscritos na dívida ativa.

RACHADINHA

O radialista Pedro Augusto (PSD) foi deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e é investigado pelo Ministério Público por suposto esquema de “rachadinha”, quando o parlamentar se apropria total ou parcialmente do salário de assessores.

Assim como no caso do senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), as movimentações envolvendo o gabinete do ex-deputado foram detectadas pelo Coaf.