Mais dos mesmos: Red Bull Bragantino 0 x 2 Corinthians

Mauro Beting
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Jô! FOTO: DANIEL AUGUSTO JR. (Instagram Corinthians)
Jô! FOTO: DANIEL AUGUSTO JR. (Instagram Corinthians)

Jô era um menino sonhador de 16 anos como milhões de brasileiros e tantos corintianos quando marcou seu primeiro gol pelo seu Timão, em 2004. Jô não é mais menino 16 anos depois quando marcou seu primeiro gol em mais uma reestreia pelo clube do coração e de alma. Contra um tine que estava melhor no SP-20. Mas que parou diante dessa história que Jô sabe de cor e saltando mais do que os rivais no segundo gol. O primeiro dele no retorno. De Ian nova sequência vencedora. Quem sabe campeã. Tetracampeã jogando ainda menos do que em 2019.

Mas possível. Porque é futebol. É o regulamento. É o Jô. É Corinthians.

O Red Bull Bragantino teve melhor campanha do que o Corinthians na fase inicial do SP-20. Não só o time bem armado pelo Felipe. Outros seis clubes foram melhores que o decepcionante futebol da equipe de Tiago Nunes.

E o Bragantino também voltou melhor da parada. O Corinthians mais "venceu" do que parecia efetivamente ter melhorado contra Palmeiras e Oeste.

Mas com 28 segundos no neutro e gelado Morumbi, Ederson aproveitou sua boa pancada de longe para aquecer o ex-corintiano Júlio César. Ótimo goleiro que começou a mudar sua vida e a do Corinthians no SP-12, quando nessa mesma fase do Paulistão falhou contra a Ponte Preta no Pacaembu, foi substituído por Cássio no jogo seguinte no Equador pela Libertadores, e a história invicta se faria no Timão.

Como âncora no Corinthians, o enredo se repetiu. Falha feia de JC, gol alvinegro. O Red Bull veio pra cima. O ótimo Artur mandou patada no travessão, fez bons lances em cima de Carlos. Mas o Corinthians tinha a vantagem, estava mais encorpado. E vestia a camisa do tricampeão. Do maior campeão paulista.

Mas não foi apenas isso. Na segunda etapa, saiu mais para o jogo, foi mais eficiente, mais vivo fisicamente, e marcou aos 19 minutos o segundo gol. Em mais uma reestreia do sempre menino do terrão Jô. De casquinha depois de escanteio fez 2 a 0 e definiu o placar e a classificação para a semifinal contra o surpreendente Mirassol.

Quase tão inusitado quanto imaginar aquele futebol corintiano indo tão longe no Paulistão.

Mas jamais realmente inesperado quando esse time veste essa camisa. Quando Jô volta como se jamais tivesse saído. Quando a bola sabe que aos trancos e aos barrancos os manos chegam. E os antis piram.