Rainha Elizabeth 'pressentia que não sairia viva' de sua casa em Balmoral

A rainha Elizabeth II 'sabia que não voltaria' do Castelo de Balmoral credit:Bang Showbiz
A rainha Elizabeth II 'sabia que não voltaria' do Castelo de Balmoral credit:Bang Showbiz

A rainha Elizabeth II “sabia que não sairia viva" do Castelo de Balmoral, onde morreu pacificamente aos 96 anos, afirmou uma especialista na realeza britânica.

A correspondente real da Vanity Fair, Katie Nicholl, também disse à BBC que a monarca queria passar seus últimos momentos em sua amada casa na Escócia, pois nela, ela tinha a oportunidade “deixar sua coroa nos portões” e desempenhar um “papel diferente”.

Katie disse: “(A rainha) sabia que não voltaria (para o Castelo de Windsor ou o Palácio de Buckingham.). Acho que ela queria estar em Balmoral e queria ficar por lá. Ela insistiu em fazer a viagem e ela também era a rainha da Escócia, e acho que ela queria que isso fosse parte de seu retorno ao lar, seu retorno final”, completou.

A escritora acrescentou que foi "profundamente comovente" ver o caixão da rainha deixar Balmoral no domingo (11), pois era o "lugar onde ela gostava de passar as férias quando menina".

“Acho que Balmoral era o único lugar onde ela poderia realmente deixar sua coroa nos portões e ser uma pessoa diferente, mãe, avó, bisavó. Na verdade, creio que há uma parte dela que sabia que não voltaria, acho que ela queria estar em Balmoral e queria viver seus últimos momentos por lá. E o fato de ela ter feito isso pacificamente é realmente uma bênção em tudo isso”, finalizou.

Balmoral também era um dos lugares favoritos do falecido marido da rainha, o príncipe Philip, que morreu em abril de 2021, semanas antes de completar 100 anos.

Foi uma das duas únicas residências reais de propriedade pessoal da monarca, com a outra Sandringham em Norfolk.

A rainha tradicionalmente viajava para a propriedade todos os verões e ficava até outubro.

Os cortesãos dizem que ela passava seu tempo equilibrando trabalho e lazer, lendo documentos diplomáticos de suas famosas caixas vermelhas contendo atualizações diárias e negócios reais, enquanto também hospedava primeiros-ministros na propriedade.

A secretária de comunicações escocesa da rainha, Louise Tait, disse que era um “lar” e um lugar em que a falecida monarca era “muito, muito feliz”.