Na raça!

Mauro Beting
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Diakhaby, zagueiro do Valencia FOTO Alex Caparros/Getty Images

ESCREVE ANDRÉ AVLIS

Um lugar onde vendam-se os olhos. Onde os papéis se invertem para velar e relativizar algo atormentador.

Terra onde algumas leis estão acima de tudo - outras de quase nada. A tal conveniência singular e egoísta de quem "ganha" com isso ou aquilo ou com ele mesmo.

Hesitar ao punir. Impor ao desvalorizar denúncias e mais denúncias. Como o diabo vestindo 'Prada' ou farda ou paletó. O mesmo causador de males.

Uma tirania esdrúxula. Pequena. Minúscula. Daqueles que fazem e agem como convém - pensando muito mais em bens. Preços e não valores.

O racismo corrói. Desumaniza. Fere como uma lança afiada. Traumatiza. E é justamente por isso que minimizar é um ato perverso.

Ele precisa ser combatido, contrariado. Sem inversões. Sem dúvidas que perseguem o oprimido e não o opressor.

Diakhaby foi corajoso. E isso é necessário. Levantar e andar. Cerrar os punhos. Lutar.

Mesmo que para alguns seja um mal "invisível", calar e cessar tal luta jamais será a solução.

ESCREVEU ANDRÉ AVLIS @textos&crônicas