Racismo, adultério e acusações de abuso sexual: as polêmicas da família real britânica

A família real britânica passou por sua maior crise recente em 2021, quando Meghan Markle e príncipe Harry resolveram abrir o jogo sobre seu afastamento das funções da realeza em entrevista à Oprah Winfrey. Na entrevista, a ex-duquesa de Sussex afirmou que, quando estava grávida, foi vítima de racismo ao saber de conversas que a família real teve com Harry a respeito do tom de pele da criança.

"Naqueles meses, quando eu estava grávida, havia preocupações e conversas sobre o quão escura sua pele poderia ser quando ele nasceu", desabafou. Harry, entretanto, se recusou a dizer qual membro da realeza deu a declaração. "Essa conversa, eu nunca vou compartilhar. Na época foi estranho, fiquei um pouco chocado", explicou. Mesmo após a ruptura, Harry retornou ao Reino Unido para o enterro do príncipe Philip, seu avô.

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As acusações de racismo se juntam a vários outros escândalos envolvendo a família real britânica. Em 1996, Diana e o príncipe Charles se separaram, em um episódio tenso que envolveu adultério e acusações de ambos os lados. Em 2005, príncipe Harry causou polêmica na mídia britânica ao ser fotografado pelo tablóide The Sun usando uma suástica. Posteriormente, ele se desculpou formalmente e explicou que tratava-se de uma festa a fantasia. Em 2012, Harry protagonizou outro episódio tenso quando foi fotografado sem roupa em um hotel em Las Vegas pelo mesmo jornal.

Em 2019, o príncipe Andrew precisou se afastar da realeza devido à sua proximidade com Jeffrey Epstein, bilionário condenado por exploração sexual de menores. Na época, Virginia Roberts abriu um processo denunciando os abusos que sofreu, e chegou a afirmar ter tido relações forçadas com Andrew quando tinha 17 anos. Epstein se suicidou se enforcando em sua cela em 2019.