Rússia sanciona Ben Stiller e Sean Penn por apoio à Ucrânia

Stiller durante reunião com Zelenskiy em Kiev

LONDRES (Reuters) - A Rússia puniu os astros de Hollywood Ben Stiller e Sean Penn com sanções nesta segunda-feira em resposta às críticas públicas deles pela guerra de Moscou contra a Ucrânia.

O Ministério das Relações Exteriores incluiu os atores em uma nova lista de 25 cidadãos norte-americanos, com políticos, autoridades do comércio e executivos industriais, que está colocando sob sanções e proibindo a entrada na Rússia.

Stiller e Penn têm apoiado a Ucrânia no conflito e se encontraram com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em demonstrações de apoio.

Duas vezes vencedor do Oscar, Penn estava na Ucrânia gravando um documentário quando a Rússia invadiu em 24 de fevereiro. Ele foi forçado a fugir a pé, juntando-se aos milhões de ucranianos que cruzaram para a Polônia nos primeiros dias da guerra.

Ele tem sido um defensor de Zelenskiy desde então, retornando à Ucrânia em junho para se encontrar com o líder ucraniano. Penn também visitou Bucha e Irpin, perto de Kiev, locais de supostas atrocidades contra civis pelas forças russas, e Zelenskiy agradeceu publicamente a Penn por seu apoio.

A Rússia nega atacar civis no que chama de "operação militar especial" para proteger os falantes de russo da Ucrânia da perseguição e neutralizar uma ameaça ocidental à sua segurança. Kiev e o Ocidente dizem que esses são pretextos infundados para uma guerra de agressão.

As sanções congelam quaisquer ativos russos que aqueles na lista tenham, vetam os cidadãos russos de fazer negócios com eles e os proíbem de viajar para a Rússia.

(Reportagem da Reuters)