Quibi: novo streaming só para smartphones estreia com Chance the Rapper e astro de 'Jogos Vorazes'

Foto: Denise Truscello/Getty Images

Quibi é o nome de um novo serviço de streaming que estreia nesta segunda-feira (6) nos Estados Unidos, e por enquanto apenas lá. Trata-se de uma plataforma de vídeos sob demanda, semelhante à Netflix, mas que só funciona no smartphone com conteúdo de até 10 minutos exibido na vertical.

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Se a premissa não te impressiona, os nomes envolvidos com o projeto talvez chamem a sua atenção. Steven Spielberg, Guillermo del Toro, Jennifer López e Reese Witherspoon são alguns dos astros do show business que toparam participar da empreitada.

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Meses antes do lançamento e de ter qualquer detalhe divulgado, a empresa por trás do Quibi já tinha arrecadado mais de US$ 2 bilhões em financiamento. Um dos primeiros nomes a embarcar no projeto foi Antoine Fuqua, diretor do clássico ‘Dia de Treinamento’, que chamou Quibi de “uma nova linguagem de cinema”.

As séries e filmes originais do Quibi têm, no máximo, 10 minutos de duração. Algumas podem ser visualizadas com o celular na horizontal e outras na vertical. Alguns títulos foram filmados para serem vistos especificamente na vertical e contam com conteúdo extra na horizontal.

Com um recurso chamado “Turnstyle”, o aplicativo faz o streaming de dois vídeos ao mesmo tempo: um que foi filmado e editado na vertical e outro que foi filmado e editado na horizontal. Dependendo da rotação do smartphone, o usuário vê uma versão ou a outra.

Mas como uma empresa totalmente desconhecida conseguiu criar tanto hype e atrair tantos nomes famosos para um tiro no escuro? Os criadores do Quibi podem ser a resposta. A empresa é fruto de uma iniciativa de Jeffrey Katzenberg e Meg Whitman.

Katzenberg é um experiente produtor de Hollywood que já foi chefe do Walt Disney Studios e é um dos fundadores do estúdio de animação DreamWorks, responsável por franquias de sucesso como ‘Shrek’. Meg é uma executiva de longa história na tecnologia, tendo sido CEO da HP e do eBay.

O nome, Quibi, bem de uma flexão das palavras “quick” e “bites”, que significam, respectivamente, “rápido” e “mordidas”. “Mordidas rápidas”, em tradução livre. Por conta do formato, os criadores não acreditam que o aplicativo chegou para competir com Netflix.

“Não estamos na guerra do streaming”, disse Katzenberg em uma entrevista publicada em janeiro. “Eles estão disputando a televisão. Nós estamos disputando o smartphone”. Segundo Tom Conrad, executivo de produto, “a interface é mais inspirada pelo Instagram e pelo TikTok”.

Séries

Na estreia, o Quibi oferece 24 produções originais, cada um com três episódios já disponíveis. Entre os destaques estão um remake de ‘Punk'd’, série de pegadinhas originalmente apresentado por Ashton Kutcher, agora com Chance the Rapper.

Há também ‘Most Dangerous Game’, remake de um filme de 1932 que, agora, é estrelado por Liam Hemsworth (o Gale Hawthorne de ‘Jogos Vorazes’ e irmão de Chris Hemsworth, o Thor dos cinemas) e Christoph Waltz (de ‘Django Livre’ e ‘Bastardos Inglórios’).

Sam Raimi, diretor dos três primeiros filmes do Homem-Aranha e clássicos como ‘Evil Dead’, também aderiu à plataforma com uma série de terror chamada ‘50 States of Fright’.

O Quibi promete lançar novos episódios todos os dias e novas séries estreiam toda segunda-feira. Ainda sem data de estreia estão as produções de Spielberg, Zac Efron, Idris Elba, Kendall Jenner, Steph Curry e 50 Cent - nomes com contratos já assinados com a empresa.

O empenho não sai barato. Segundo Katzenberg, as séries do Quibi custam, em média, US$ 100 mil por minutos - algumas têm orçamentos semelhantes aos de grandes produções, como ‘Game of Thrones’, da emissora norte-americana HBO.

“Da mesma forma que a HBO se diferenciou da TV por assinatura [com séries caras], nós vamos nos diferenciar das redes sociais. Eles fazem conteúdo de US$ 100 por minuto”, disse Katzenberg numa entrevista de janeiro ao site The Verge.

Assinatura

O serviço custa US$ 4,99 por mês na versão com propagandas ou US$ 7,99 pela versão sem anúncios, valores que equivalem, hoje, a R$ 26 e R$ 42, respectivamente. Por conta da pandemia de coronavírus, que tem forçado cada vez mais pessoas a ficarem em casa, o Quibi chega ao mercado norte-americano com um período de experimentação de 90 dias grátis.

A empresa promete entregar, ainda em 2020, pelo menos 175 produções originais, entre filmes e séries, totalizando cerca de 8.500 vídeos de até 10 minutos cada. O aplicativo não tem previsão para ser lançado fora dos EUA.

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