Queria que ela fosse homem, diz Maitê Proença sobre Adriana Calcanhotto

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 04.12.2018 - A atriz Maitê Proença durante jantar da RenovaBR na Casa Fasano, em São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 04.12.2018 - A atriz Maitê Proença durante jantar da RenovaBR na Casa Fasano, em São Paulo. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Ser cancelado ao expor opiniões mais sinceras é um risco que se corre atualmente, e isso não assusta Maitê Proença. A atriz sempre falou abertamente sobre o que quis e, agora, quase um ano depois de seu namoro com Adriana Calcanhotto ter se tornado público, ela parece mais à vontade para incluir a vida amorosa no rol dos assuntos a serem abordados com naturalidade e sinceridade.

"Eu queria que ela [Adriana] fosse homem. Para essa atividade, sempre gostei mais de homem. Mas ela é mulher, gosto dela e aceito isso. Sei que as feministas e os LGBTs não vão gostar do que acabei de dizer, mas, honestamente, é assim, entendeu? Posso experimentar algo diferente para estar com ela", contou Maitê à revista JP.

Na entrevista, ela volta a mostrar-se solidária a Regina Duarte, ex-secretária de Cultura de Jair Bolsonaro. "Fui muito criticada por defender a Regina. Continuo sem entendê-la porque esse governo se mostrou tão equivocado, tão contrário à nossa classe... Mas não vou patrulhar uma colega que convivi por 30 anos e sei que não é uma pessoa perversa. Achei horrível fazerem isso, sabe? O pensamento da Regina sempre foi diferente do meu, mas ela está intitulada a pensar o que bem entender".

Regina era uma das funcionárias mais antigas da Globo quando decidiu romper seu contrato para servir ao bolsonarismo. Ela era funcionária da emissora há 50 anos e optou por sair. Já Maitê faz parte das extensa lista de estrelas dispensadas recentemente. No seu caso, em 2016, quando estava prestes a completar quatro décadas de crachá da Globo no peito.

Ok, é do jogo. Mas a Maitê o que é de Maitê. Ela está processando seus antigos empregadores. "Qualquer empresa tem o direito de mandar embora quem quiser, mas precisa pagar os devidos valores. No meu caso, são 37 anos sendo empregada ali, praticamente inaugurei a TV Globo com os precursores", afirmou a atriz e escritora, que em agosto estreia presencialmente em São Paulo a peça "O Pior de Mim".