Quer um corpo perfeito para o verão? Você já tem: o seu!

Respeite seu corpo (Foto: Getty Images)

Por Ava Freitas

"É uma tirania social que, infelizmente, ainda se vê por aí", afirma a psicóloga e psicanalista Blenda de Oliveira sobre a ideia disseminada de que é preciso ter um corpo perfeito para aproveitar o verão. Se você ainda não pisou na areia porque não chegou ao "peso ideal" ou não está "durinha" como gostaria, este texto é para você.

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Ainda estamos na pré-história quando o assunto é questionar padrões de beleza. É fato que há uma pressão externa dizendo que você precisa emagrecer, se parecer com a modelo x ou a blogueira y, fazer o tratamento de não sei quantos milhares de reais para estrias e celulites desaparecerem do mapa. Mas a cobrança mais intensa – e dolorosa – pode estar vindo de você mesma.

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"A pressão externa faz com que esse conflito fique mais acirrado, mas a porta de saída é o julgamento que você faz de si, os padrões que impõem a si mesma. São as metas, muitas vezes inalcançáveis, que você se coloca – ter um corpo perfeito, uma vida perfeita, ser uma mãe perfeita – que geram angústia e sofrimento", afirma Blenda.

Os outros sempre vão arranjar um motivo para falar algo. Por isso, em vez de brigar com o julgamento alheio, escolha lutar contra aquele que você faz de si mesma. A seguir, confira as estratégias da especialista para viver melhor a estação mais quente do ano.

  1. Entenda seu contexto

Blenda diz que a gente se coloca meta inalcançáveis por falta de conhecimento do próprio contexto. A relação com a comida (como mais quando fico ansiosa ou esqueço de comer?), e com exercício físico (sou sedentária ou amo me mexer?). Qual meu biotipo? (alto, baixo, curvilíneo ou magro?). A questão aqui é não almejar corpo de triatleta quando você está mais para o combo "sofá e streaming".

  1. Não se isole

Deixar de fazer algo por causa do próprio corpo só vai isolar você do convívio com outras pessoas. Além da diversão, você também perderá oportunidades de trocar ideias. E as conversas perdidas poderiam ajudá-la a dar uma outra perspectiva para esse tema ou mesmo saídas que você não imaginaria por conta própria.

  1. A autoaceitação é complexa mesmo

Autoceitar-se não é se achar sem defeitos (se bem que você se acha, melhor ainda!). É gostar de si como um pacote completo: com pontos fortes e outros nem tanto. "É um processo que exige disciplina, dedicação e coragem", afirma Blenda. Entenda que é difícil mesmo, que haverá dias melhores e outros, piores, e pedir ajuda de um amigo ou de um psicólogo pode ser necessário.

  1. Afaste o sentimento de vergonha 

Acredite: você não merece sentir vergonha pelo corpo que tem: magro, gordo, alto, baixo… Esse sentimento é muito doloroso e vem acompanhado, geralmente, de culpa. Como não fui capaz de ser mais assim ou mais assado? Se pensamentos assim assombram você, ignore-os. "Seu corpo é um templo intransferível e que merece ser cuidado amorosamente", afirma Blenda.

  1. Mudar ou não: você decide

Se, depois de se olhar no espelho com carinho e coragem, você decidiu buscar mudar isso ou aquilo no seu corpo, vá em frente. Não há problema algum também em desejar perder ou ganhar uns quilos. Desde que você paute a busca por mudança nas suas possibilidades, sem perseguir um padrão que nada tem a ver com você.