Quem paga a conta no primeiro e próximos encontros, o homem, a mulher ou devem dividir?

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Quem paga a conta no primeiro e próximos encontros, o homem, a mulher ou devem dividir? (Foto: Reprodução/ Getty Imagens)
Quem paga a conta no primeiro e próximos encontros, o homem, a mulher ou devem dividir? (Foto: Reprodução/ Getty Imagens)

Essa é uma pergunta que divide opiniões, porque as três opções existem argumentos contra e a favor, vamos a eles. Sobre o homem pagar a conta, essa é uma imposição social imposta pelo machismo que os homens e mulheres reproduzem que o homem deveria sempre pagar a conta, pela questão de ser provedor e ser entendido por muitas pessoas como um movimento de interesse. 

A grande questão é que isso é amplamente questionado, principalmente quando se fala em repensar papéis de gênero, pois sabemos que o machismo é nocivo para os homens e especialmente para as mulheres. Nem todo homem terá condições de pagar uma conta inteira e essa imposição faz com que muitos entrem em sofrimento por não conseguir alcançar esse poder aquisitivo. Por outro lado, há mulheres que cobram isso desses homens como um papel a ser desempenhado e confundido como um reforço de proteção, afinal, estão todos sob o mesmo efeito do machismo.

O que acontece na prática é que muitas vezes, essa autoridade em pagar a conta se transforma em cobrança para uma compensação após o encontro, como se a mulher devesse algo para esse homem. O fato é que mulher nenhuma deve nada e sempre tem o direito de mudar de ideia sobre o que ela decidiu para aquele encontro e o homem deve respeitar isso. O problema mora justamente nesse poder simbólico que reforça o machismo e coloca a mulher em risco.

Vamos a segunda opção: a mulher pagar. Essa opção sempre existe e ela é válida, se a mulher quiser pagar e estiver tudo bem para os dois, a vida segue. Contudo, como o pagamento é para muitos homens um determinante de masculinidade, ou seja, o quanto ele se sente mais homem está sendo validado pelo pagamento da conta, pode ser que ele se sinta diminuído, mas cabe a nós homens desconstruirmos essa concepção, se a imposição de ter dinheiro nos causa sofrimento, não há porque lutar por isso.

An upset and crying woman looks distressed as she has a serious conversation with a male who sits with her at a kitchen table. They both drink tea / coffee. The woman places her hand on her forehead. Conceptual.
Quem paga a conta no primeiro e próximos encontros, o homem, a mulher ou devem dividir? (Foto: Reprodução/ Getty Imagens)

É preciso dizer que existe uma parcela das mulheres que veem no pagamento do homem uma espécie de compensação histórica, pois segundo elas, por ganharem menos que os homens (o que é uma verdade), investirem mais em vestuário, perfumes e maquiagem, o homem deve sim pagar, porque elas já estariam em prejuízo não só pelo investimento mas pela baixa qualidade da maioria dos encontros. Obviamente existe todo um debate no feminismo sobre essa concepção, mas que de forma resumida seria contra a mulher pagar em qualquer ocasião. E há homens que desejam que as mulheres paguem a conta porque assumem que esse é um teste para saber se são interesseiras ou não, um completo machismo.

E finalmente a terceira e mais democrática opção: a divisão da conta. Dividir é uma opção justa que trás uma ideia importante de parceria, afinal uma relação é feita disso e certamente elimina a disputa pelo pagamento da conta. Há opções interessantes onde o homem pode se oferecer para pagar a conta, e a mulher paga a próxima. Ou uma das pessoas paga um evento e o outro paga o outro, enfim, cada um vai compensando a gentileza do outro e é uma forma muito educada de estabelecer esses pagamentos sem brigas ou reforçando situações de controle ou dominação.

A verdade é que ninguém deve ser obrigado a pagar a conta de ninguém, perguntar “posso pagar a conta?” não diminui ninguém, é uma forma respeitosa de se oferecer para pagar e a reciprocidade de dividir ou pagar o próximo encontro estabelece uma relação mais próxima da horizontalidade, afinal, relacionamento é parceria, afeto e empatia.

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