Quem é Renato Feder, 4º ministro da Educação do governo Bolsonaro

Equipe HuffPost
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Escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para suceder Carlos Decotelli no comando do Ministério da Educação, Renato Feder teve uma ascensão meteórica no universo da educação. Formado em Economia pela USP (Universidade de São Paulo), Feder, 42 anos, assumiu aos 23 a direção da Mutilaser, empresada de tecnologia que um amigo de infância havia herdado. Deixou a empresa em 2017 e logo se tornou assessor da Secretaria de Educação de São Paulo.

Feder, que é herdeiro do Grupo Elgin, do ramo de maquinário, no entanto, ficou pouco tempo no governo paulista. Em 2019, foi indicado por empresários ao recém-eleito governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), para chefiar a Secretaria Estadual de Educação.

No órgão, se destacou por ter sido rápido na entrega de um programa de educação à distância, necessário por causa da pandemia do novo coronavírus. Essa agilidade foi seu principal ativo apresentado ao presidente Jair Bolsonaro como endosso da indicação do secretário para o cargo.

O nome dele entrou na bolsa de apostas para o MEC assim que Abraham Weintraub foi demitido. Feder chegou a se reunir com Bolsonaro, que pediu a ele como tarefa de casa uma proposta para retomada das aulas no pós-pandemia. “Ele está preocupado com os alunos que estão sem aula e que tipo de retorno o MEC pode ajudar quando as redes tomarem a decisão de voltar”, disse Feder à imprensa após reunião com o presidente.

Diferentemente de Weintraub, que foi o ministro mais longevo no MEC, Feder se diz uma pessoa de diálogo. Afirma que o papel da pasta é conversar com os estados, dar apoio e estar preparado para atender o que cada rede, seja municipal ou estadual, precisa. O novo ministro também se mostra distante de embates ideológicos, o que aponta para uma mudança nos rumos da pasta já iniciada com a nomeação de Decotelli. Até então, o MEC sob o governo Bolsonaro estava alinhado à ala ideológica, tutelada por Olavo de Carvalho.

“Para mim ou qualquer...

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