Quatro homens são presos por suspeita de clonar cartões no interior de SP

ALFREDO HENRIQUE
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Quatro homens foram presos nesta quinta-feira (3) na capital paulista, suspeitos de integrar uma quadrilha que clonava cartões bancários. Com o dinheiro das vítimas, o bando comprou bens de luxo pela internet. Em cerca de quatro meses de investigação, a Polícia Civil estima que eles tenham movimentado até R$ 2 milhões das vítimas, em todo o estado de São Paulo. O delegado Rodrigo Ayres, da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Sorocaba (99 km de SP), afirmou que uma vítima procurou a especializada, em agosto, denunciando que havia sido vítima de clonagem de cartão. "A partir desta primeira vítima, começamos a investigação e conseguimos identificar três suspeitos e a forma de ação da quadrilha", explicou o policial à reportagem. A Deic não descarta que funcionários de agências bancárias participem do esquema, supostamente vendendo dados das vítimas para a quadrilha clonar os cartões e fazer compras online. "Pelo que levantamos até o momento, os criminosos compravam roupas de luxo e faziam viagens caras, tudo compartilhado em redes sociais", explicou o delegado. Após a identificação dos três, a Justiça concedeu à polícia de Sorocaba dez mandados de busca e apreensão e três de prisão, que foram cumpridos nesta quinta nas zonas norte e leste da capital paulista. Os bairros não foram informados, por questões de sigilo. Durante o cumprimento de um dos mandados de busca, a polícia encontrou documentos falsificados e cartões bancários, com nome de vítimas, na casa de um homem de 30 anos, que foi preso em flagrante. Além dele, foram presos um suspeito de 28 anos e dois com 32. Nenhum advogado havia se apresentado na delegacia até a publicação desta reportagem. Antes das prisões, policiais da Deic haviam encontrado em um galpão na zona oeste da capital, encomendas feitas pelos suspeitos, com a utilização de cartões clonados, que ainda não haviam sido entregues. O valor dos itens, como roupas e bolsas de grifes famosas, foi estimado pela polícia em R$ 100.000. Nomes de vítimas constavam nas caixas dos produtos, mas com o endereço real dos criminosos, o que facilitou a localização deles pela polícia. O delegado disse ainda que, até o momento, dez pessoas que tiveram cartões clonados pela quadrilha já foram identificadas. Durante a ação, foram apreendidas caixas com roupas de grifes famosas, cartões bancários clonados, dinheiro falso e celulares dos suspeitos, que serão periciados. O total de itens apreendidos não foi informado. A polícia pede para quem teve o cartão clonado e usado para compra de artigos de luxo que faça a denúncia para os números (15) 3217-2124 ou (15) 3221-1221. A polícia garante o anonimato do denunciante.