"Quanto Mais Vida, Melhor" aposta no humor sem esquecer cicatrizes da pandemia

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Personagens sofrem com crise após pandemia (Foto: Reprodução/Globo)
Personagens sofrem com crise após pandemia (Foto: Reprodução/Globo)

A estreia de "Quanto Mais Vida, Melhor" na noite desta segunda-feira (22) animou quem acompanhou e comentou tudo pelas redes sociais. O público estava ansioso por uma trama inédita, leve e divertida na tela da Globo, algo que não acontecia na faixa das sete desde o início da pandemia.

Mesmo tendo como ponto de partida um "acidente aéreo", o primeiro episódio da novela entregou leveza e diversão sem esquecer o momento tenso que todos enfrentamos na vida real. A trama gerou identificação com o telespectador logo de cara, sobretudo quando alguns personagens citaram a pandemia, relatando de forma breve como foram afetados, direta ou indiretamente, pelo vírus.

Neném, personagem de Vladimir Brichta, é um jogador de futebol que fez sucesso no passado. Ele recebeu o contato de um time de futebol para voltar a jogar e logo se sentiu pressionado pela família. "Esse dinheiro vai ajudar a salvar o salão da sua mãe. Ela está com as contas, as prestações tudo atrasadas", disse a ex-mulher do atleta.

Nedda, que é interpretada por Elizabeth Savalla, completou desabafando sobre ter perdido os clientes do seu salão de beleza por causa do caos gerado pela doença. "As minhas clientes se afastaram por conta da Covid, e com razão. Mas estão demorando para voltar", lamentou ela, representando donos de pequenos negócios.

Quem também citou a pandemia na novela foi o pai de Flávia (Valentina Herszage), que perdeu o emprego por causa do vírus. Na ocasião, o personagem disse que não pode mais pagar a mesada da filha. "A situação que a gente está vivendo é outra. Com essa pandemia toda...", iniciou, sem jeito. "Perdi o emprego na pandemia e não consegui outro", completou.

Segundo um levantamento da Austin Rating Brasil, divulgado pelo portal G1 nesta segunda-feira (22), o Brasil tem a quarta maior taxa de desemprego do mundo. Antes da chegada da pandemia de Covid-19, o índice estava abaixo de 12%, saltando para 14,7% no 1º trimestre de 2021. Mauro Wilson acerta quando descreve a realidade sem deixar que a trama fique pesada para quem já "está na pior" e só resta assistir TV.

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