Quaker altera nome de marca por uso de estereótipo racista

Marcus Couto
·1 minuto de leitura
Close-up of Aunt Jemima brand buttermilk pancake mix in kitchen setting, San Ramon, California, November 20, 2020. (Photo by Smith Collection/Gado/Getty Images)
Close-up of Aunt Jemima brand buttermilk pancake mix in kitchen setting, San Ramon, California, November 20, 2020. (Photo by Smith Collection/Gado/Getty Images)

A fabricante americana de alimentos Quaker anunciou que vai alterar definitivamente o nome de uma de suas marcas mais tradicionais de xaropes e panquecas: a “Aunt Jemima” (ou Tia Jemima).

As informações são do portal de notícias UOL.

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A mudança vem após pressão da sociedade sobre a empresa, controlada pela PepsiCo, que ainda usava em seu produto estereótipos racistas que remetem à escravidão do povo negro nos Estados Unidos.

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O nome, Aunt Jemima, ou “tia Jemima” na tradução livre do inglês, tem origem em uma canção tradicional americana, cantada por artistas brancos que usavam maquiagem preta em seus rostos, a “black face”, para reproduzir estereótipos racistas. A primeira mulher a representar a marca, criada em 1889 como uma massa pré-preparada de panquecas, era uma ex-escrava, e todo o visual das mulheres retratadas desde então em suas embalagens reproduziam o imaginário escravista do sul dos Estados Unidos, da mulher negra como uma “cuidadora” passiva dos filhos de fazendeiros.

O novo nome será Pearl Milling Company, referência à empresa criadora da fórmula usada pela marca.

A questão do uso de estereótipos racistas no marketing é assunto não apenas nos Estados Unidos, mas no Brasil também.

Segundo uma pesquisa do Grupo Chroma veiculada no jornal especializado em mídia Meio & Mensagem, 37% dos entrevistados acreditam que a publicidade brasileira ainda é racista, e que 70% das propagandas não são genuínas quando abordam diversidade em suas peças de marketing.

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