Quais os lugares mais baratos para trabalhar remoto e ser nômade digital?

Priscila Carvalho
·4 minuto de leitura
Aerial view of Buenos Aires city with Obelisk and 9 de julio avenue at night - Buenos Aires, Argentina
Argentina entra para a lista dos lugares mais baratos para trabalhar remoto (Foto: Getty Images)

Trabalhar de qualquer lugar do mundo se tornou possível já que muitas empresas aderiram ao home office vitalício por causa da pandemia.

Baixe o app do Yahoo Mail em menos de 1 min e receba todos os seus emails em 1 só lugar

Siga o Yahoo Vida e Estilo no Google News

E se a sua vontade é se tornar um nômade digital, saiba que não é só viajar pelos continentes: é preciso organizar as finanças e escolher lugares estratégicos para baratear sua estadia. Além disso, tem os custos com alimentação, deslocamento e ainda a preocupação com um lugar que possui wi-fi.

Abaixo, o Yahoo fez uma lista com 6 países mais baratos para você trabalhar remotamente e ainda sobrar dinheiro no fim do mês.

Indonésia

Bali, Indonesia, aerial view of Pura Luhur Uluwatu temple at sunrise.
Indonésia (Foto: Getty Images)

Esse é um dos países queridinhos dos nômades digitais e mochileiros. Uma das cidades mais procuradas por quem precisa trabalhar online é Bali, uma ilha com muitas praias, plantações de arroz e festas. Em quase todos os hostels há estrutura para trabalhar remoto, fazer reuniões e ainda curtir uma balada no fim do dia.

O custo de vida é relativamente baixo já que moeda da Indonésia são as rupias e estas estão desvalorizadas frente ao real. No entanto, se a hospedagem for em um bairro mega turístico, os valores podem ficar bem salgados. Segundo o site Nomadlist.com, se a pessoa ficar em um hotel, quarto privado e comendo todos os dias fora, sai em média $1363 por mês. Claro que isso cai pela metade se o viajante optar por um hostel, cozinhar em casa e comprar coisas no mercado.

Tailândia

Longtail boats at Koh Phi Phi beach in Thailand
Tailândia (Foto: Getty Images)

A Ásia é basicamente o continente mais barato para quem deseja seguir com o nomadismo digital. E é na cidade de Chiang Mai, no norte da Tailândia, que se concentra a maioria dos nômades. O custo de vida costuma ser bem em conta, podendo variar de 10 a 50 dólares por dia ou até menos.

O lugar tem muitos cafés, coworkings e é bem receptivo com os turistas e pessoas que desejam morar na cidade por alguns meses.

Argentina

View of Puerto Madero from Puente de la Mujer (Women's Bridge) on Frigate ARA Presidente Sarmiento (1898 - National Historic Monument of Argentina), moored as museum ship.
Buenos Aires, Argentina (Foto: Getty Images)

O peso argentino está bem desvalorizado em relação ao real, o que permite que pessoas que trabalham remotamente tenham flexibilidade e gastem bem pouco durante a estadia no país. Na capital Buenos Aires, por exemplo, é possível alugar airbnbs por um valor mensal de R$1500, com wifi, cozinha, quarto e não dividir com ninguém. Se optar por um hostel fica ainda ainda mais barato.

República Tcheca

View of colorful old town in Prague taken from Charles bridge, Czech Republic
Praga, República Tcheca (Foto: Getty Images)

Mesmo para quem é turista, o país é muito barato, já que a moeda local não é o euro. Na capital Praga, dá para se hospedar em hostels com diárias de seis dólares. A cidade é bem encantadora e ainda sobra tempo para conhecer os principais pontos turísticos e descansar.

México

Tourist on rooftop looking at the Basilica colegiata de nuestra señora de Guanajuato and the cityscape.
Mexico (Foto: Getty Images)

O país é ótimo para quem precisa de internet, um local para trabalhar e ainda conhecer uma metrópole agitada. Embora alguns lugares (mais turísticos) trabalhem com o dólar, a moeda oficial do país é o peso mexicano, que é bem desvarolizado em relação ao real. Uma diária no airbnb na cidade do méxico, por exemplo, pode sair R$ 60.

Vietnã

Saigon, Bach Dang wharf Sunset Aerial view in district 01.
Vietnã (Foto: Getty Images)

Um dos países mais baratos do sudeste asíatico para ser nômade digital e trabalhar diariamente. As diárias nos hostels chegam a custar quatro dólares e você ainda pode escolher um hotel de luxo pagando diárias de até R$ 100. O local é conhecido pelas belas praias e paisagens de tirar o fôlego. Até comer na rua sai barato: alguns pratos chegam a custar R$10.

Como economizar enquanto trabalha

Quem trabalha pelo mundo precisa se acostumar e saber que ser nômade não é o mesmo que turistar pelo mundo. O ideal é agir como se estivesse em casa e gerenciar os gatos. Veja como:

-Evite comer em restaurantes caros todos os dias;

-Cozinhe sempre que puder

-Tenha uma reserva financeira para emergência;

-Faça um seguro de saúde para estar protegido em relação a acidentes. Quebrar a perna fora do seu país pode ser bem caro;

-Fique em hostels. Há opções de quartos privativos que garantem privacidade e ainda ajudam a não gastar muito;

-Alugue um espaço em um Airbnb por 15 dias ou mais, o que garante um desconto pela própria plataforma ou proprietário.

O que dizem os nômades

Seja para ter liberdade geográfica ou para ser seu próprio chefe, trabalhar remotamente pode ser uma saída se você gosta de explorar lugares enquanto trabalha. A programadora Karol Harumi experimenta esse estilo de vida há três anos e, para ela, não está nos planos voltar ao trabalho clt. “Eu e meu marido gostamos de conhecer lugares diferentes, experimentar comidas, ter e não ter rotina, não saber onde vamos estar nos próximos meses. Gostamos da imprevisibilidade”, diz.

Monah Legate que vive na Indonésia como nômade digital há quase um ano, também não pensa em um escritório fixo. “O melhor para mim é o custo de vida que permite que eu tenha uma rotina mais equilibrada entre trabalho e outras prioridades. E depois o local em si tem um estilo de vida que faz sentido para mim. Tenho qualidade de vida.”

Referências: Nomadlist