Putin volta a falar sobre uso de armas nucleares: 'Não é um blefe'

Putin volta a falar sobre uso de armas nucleares: 'Não é um blefe' credit:Bang Showbiz
Putin volta a falar sobre uso de armas nucleares: 'Não é um blefe' credit:Bang Showbiz

Vladimir Putin anunciou que 300 mil reservistas serão convocados para o exército russo em uma mobilização parcial, ao alertar o ocidente que não está "blefando" sobre armas nucleares.

Em discurso televisionado em emissora estatal russa, o chefe de Estado afirmou que a decisão visa "proteger a pátria e a integridade territorial", e alegou que o Ocidente estaria ameaçando a Rússia com armas nucleares, retaliando: "Temos muitas armas para responder aos ataques – isso não é um blefe".

Em resposta, alguns líderes mundiais se posicionaram a respeito das afirmações.

A primeira reação do gabinete presidencial ucraniano veio através de um pronunciamento do assessor presidencial, Mykhailo Podolyak, que considera a mobilização da Rússia "um passo previsível", que "mostra que a guerra não está indo de acordo com o plano de Moscou".

"Apelo absolutamente previsível, que mais parece uma tentativa de justificar seu próprio fracasso", disse Podolyak.

O embaixador dos Estados Unidos na Ucrânia também disse acreditar que a mobilização parcial ordenada por Putin é um sinal de "fraqueza".

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, pediu a todas as partes no conflito na Ucrânia que se envolvam em diálogo e encontrem uma maneira de resolver as preocupações de segurança de ambos os lados após as novas ameaças nucleares do presidente russo.

Putin justificou a medida como uma resposta às hostilidades do Ocidente.

"Os cidadãos russos podem ter certeza de que nossa independência e liberdade estarão seguras", disse o líder russo.