PSOL pede investigação do governo Bolsonaro por compra de votos na eleição do Congresso

Ana Paula Ramos
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TOPSHOT - Brazilian President Jair Bolsonaro greets supporters in front of the Planalto Palace, after a protest against the National Congress and the Supreme Court, in Brasilia, on March 15, 2020. (Photo by Sergio LIMA / AFP) (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro em manifestação contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (Photo by SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

O PSOL pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investiguem uma possível compra de votos na eleição para as presidências da Câmara e do Senado.

O partido entrou com uma representação no TCU e na PGR contra a liberação, por parte do governo federal, de R$ 3 bilhões em obras a 285 parlamentares.

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Segundo matéria do Estadão, publicada na quinta-feira (28), o Executivo destinou R$ 3 bilhões para 250 deputados e 35 senadores aplicarem em obras em seus redutos eleitorais,

“Diante de tão severa crise sanitária que o pais passa, é indispensável que os recursos públicos sejam utilizados estritamente dentro de critérios técnicos, e não em troca de apoios político-partidários. É ilegal e imoral trocar verbas públicas por apoios políticos”, diz trecho do documento.

A bancada aponta que o esquema pode ser enquadrado em prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência, além de improbidade administrativa.

"Jair Bolsonaro busca eleger seu aliado Arthur Lira como presidente da Câmara para impor uma agenda de ainda mais retrocessos para o Brasil. Para alcançar esse objetivo e facilitar a própria reeleição, está se valendo das práticas mais espúrias. Trata-se de um mega esquema de compra de votos de deputados que custará ao país cerca de 3 bilhões de reais. Dinheiro que pode definir os rumos de uma eleição decisiva para o país”, afirmou a líder do PSOL, deputada Sâmia Bomfim.

O presidente Jair Bolsonaro tem sido acusado de interferência na disputa para as presidências da Câmara e do Senado. Além da liberação de emendas, o governo tem negociado cargos e coagido parlamentares.