Protagonista de ‘A Dona do Pedaço’, Juliana Paes afirma: ‘Eu me sinto na minha melhor fase’

Foto: AgNews

Segundo Juliana Paes, ser a dona do pedaço é ser a dona das próprias escolhas. E, nesse quesito, ela tem muito em comum com Maria da Paz, sua personagem na nova novela das nove, que estreia no próximo dia 20. Aos 40 anos, completados em março, a atriz se prepara para ocupar mais uma vez o posto de protagonista no horário mais cobiçado da TV: em “A Dona do Pedaço”, ela dá vida a uma mulher que constrói uma carreira de sucesso como empresária a partir das receitas de bolos que aprendeu a fazer ainda criança.

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“Eu me sinto na minha melhor fase. Essa idade é muito especial, e é louco porque, quando eu era novinha, achava que com 40 ia estar mais reservada, trabalhando menos, cuidando da minha casa, dos meus filhos. Mas nunca estive tão produtiva”, contou Juliana, no lançamento da novela, no Rio.

A maturidade, ela diz, transformou também outras áreas de sua vida, como a relação com a própria beleza. “A pele não tem o viço de quando você tem 20 anos, mas acho a forma do meu rosto mais bonita hoje, eu me preocupo menos com a sobrancelha fora do lugar, não tenho a preocupação de levantar uma coisa ou outra. Até o que caiu eu tô gostando”, afirmou, aos risos.

Com o tempo, a atriz aprendeu a gostar das suas marquinhas. “Claro que eu percebo os meus defeitos, a beleza que já me deixou. Mas antes eu me cobrava mais por uma perfeição que não existe. Ruguinha dá um charme, não tem que ter nariz perfeito. Meu peito não é o mesmo, porque eu amamentei, tive dois filhos. Sou muito dona do pedaço em casa”, contou.

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O desejo de aumentar a família existe, aliás, mas ela hesita ao lembrar como seria a experiência de passar mais uma vez pela rotina de ter um recém-nascido. “Se alguém esquecer uma cestinha com uma menininha lá em casa, eu aceito (risos). Mas o processo de enjoar, de ficar um mês sem dormir... Está bem recente aqui na minha cabeça”, disse.

Adoção, segundo Juliana, é um caminho possível, no entanto. “Tenho uma experiência na minha família que é muito feliz. Mas você tem que estar num momento de pura dedicação. O grande desafio da minha vida é criar filhos, não tem nada mais difícil que passar valores. A gente fala coisas erradas, eu peço muitas desculpas para eles, quando prometi que ia chegar cedo e não consegui, quando criei expectativa neles. E a gente vive numa sociedade muito machista. Quero criar filhos feministas, mas não é fácil. Criar dois já é a grande missão de uma vida inteira”, afirmou.

Ritmo intenso de gravações

Com a rotina puxada de gravações, tem sido difícil, inclusive, encontrar tempo para ver a própria família. No dia do lançamento da novela, Juliana passou o dia inteiro no salão preparando o visual da personagem para a segunda fase da trama, que se passa 20 anos depois que ela sai da fictícia Rio Vermelho, no Espírito Santo, jurada de morte, e começa uma nova vida em São Paulo. “Gravei ontem até meia-noite e fiquei até duas da manhã para colocar essas unhas. Hoje, acordei às 7. Não estou vendo ninguém”, brincou.

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Segundo a atriz, esse tem sido o trabalho em que ela tem o maior volume de cenas previstas. “Walcyr [o autor da trama, Walcyr Carrasco] me disse: ‘Já estou sabendo que você quase caiu de cama, mas não vou diminuir as cenas, não. Tudo que vi, amei, e vou escrever mais’. Não sei se é bom ou ruim”, disse ela, que já decorou a receita dos bolos da personagem. “Já sei de cor e salteado”, contou.

Depois do sucesso como Bibi Perigosa em “A Força do Querer”, e dez anos depois de sua primeira protagonista, a Maya de “Caminho das Índias”, Juliana comemora sua trajetória. “Todos os personagens que aconteceram para mim depois de ‘Celebridade’ eu batalhei, desejei muito e me empenhei muito. Não existe um dia que eu chegue ao Projac pensando: ‘Hoje é mais ou menos’. Cada cena, cada take conta, eu faço como se fosse cena do último capítulo”, contou Juliana, que estreou na televisão em 2000, em “Laços de Família”.