Procon-SP multa Ford em R$ 10,5 milhões por 'vício oculto' em câmbio

Redação Finanças
·2 minuto de leitura
Indianapolis - Circa April 2017: Local Ford Car and Truck Dealership. Ford sells products under the Lincoln and Motorcraft brands VI
Indianapolis - Circa April 2017: Local Ford Car and Truck Dealership. Ford sells products under the Lincoln and Motorcraft brands VI
  • Ford foi multada em R$ 10,5 milhões

  • Motivo é o câmbio Powershift

  • Peça saiu de linha há dois anos

O Procon-SP multou a Ford em R$ 10.5 milhões após receber reclamações de consumidores sobre o câmbio Powershift, lançado em 2013 e presente nos modelos Focus, EcoSport e Fiesta. A peça - que saiu de linha há dois anos - tinha defeito de fabricação e continuou sendo vendida, o que caracterizou “vicío oculto”. Assim, a companhia infringiu o Artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor. As informações são do iG.

Leia também:

O câmbio Powershift recebe críticas de donos dos veículos há oito anos, com problemas de trepidações, superaquecimento, perda de potência e ruídos relatados. Em 2016, a montadora foi notificada pelo Procon-SP e aumentou a garantia de três para dez anos. Mesmo fazendo reparos fora da garantia,a empresa nunca fez um recall.

Apesar da saída de circulação, as queixas se referem a carros ano/modelo de 2013 a 2016. A Ford informou que apresentará sua defesa no prazo estipulado pelo Procon.

Acordo nos EUA

No começo de 2020, a montadora fez um acordo judicial nos Estados Unidos e se comprometeu a pagar US$ 30 milhões de reembolso a proprietários dos modelos Focus e Fiesta. A Ford também assumiu o compromisso de de comprar carros carros com problemas, dando desconto em novos carros da empresa.

Frankfurt, Hesse/Germany - November 01, 2019: Ford logo on the glass facade of a car dealership
Ao contrário do que aconteceu nos Estados Unidos, não houve acordo no Brasil e houve multa

No Brasil, no entanto, não houve acordo e a marca acabou multada. "Enviamos notificação questionando se haveria uma ação semelhante no Brasil e recebemos respostas evasivas. O tratamento dispensado aos brasileiros é totalmente díspar em relação ao verificado a clientes dos Estados Unidos. Esperávamos que a fabricante se dispusesse a iniciar um recall ou, então, definir um acordo conosco. Nada disso aconteceu", diz o diretor-executivo do Procon-SP, Fernando Capez.