Problemas de pele também afetam a saúde mental; entenda a relação

50% das pessoas com acne se isolam (Foto: Getty Images)
50% das pessoas com acne se isolam (Foto: Getty Images)

Doenças e outros problemas de pele podem parecer algo distante da realidade de muitas pessoas, mas uma revisão de estudos científicos feita por La Roche-Posay trouxe um número surpreendente: no mundo, 2 bilhões de pessoas sofrem com questões que vão de manchas e cicatrizes a diagnósticos como psoríase e dermatites.

O incômodo, infelizmente, não se restringe ao físico. Outro dado que chama atenção aponta que 50% dos pacientes com acne se isolam. "A maneira como nos enxergamos e nossa autoestima são aspectos fundamentais para a saúde mental. Além disso, problemas de pele ainda são vistos com preconceito por muitas pessoas. Então, é comum que esses pacientes não se sintam confortáveis com a própria aparência, criem uma autoimagem distorcida e desenvolvam um mal-estar social", comenta Isabela Dantas, dermatologista e especialista em medicina integrativa.

Sem o acompanhamento adequado, com o tempo, ansiedade e depressão tendem a agravar a situação. Ainda mais se levarmos em conta que, graças às redes sociais e aos filtros, gatilhos são praticamente inevitáveis. "Comparação é do ser humano. No entanto, as 'peles perfeitas' que vemos na timeline não são reais e tê-las como referência traz ainda mais frustração", completa a expert.

O mesmo vale, por exemplo, para as 200 milhões de pessoas que adquirem cicatrizes por causa de algum procedimento cirúrgico ou estético e as 11 milhões de pessoas que sofrem queimaduras todo ano — essas, de acordo com um dos levantamentos analisados, mudam o jeito de se vestir, de curtir certas atividades de lazer e até o comportamento entre quatro paredes devido à insegurança e ao receio do olhar dos que estão por perto.

Para Isabela, a falta de informação aumenta o estigma que cerca portadores de vitiligo e outras condições que, ainda hoje, muitos acreditam que sejam contagiosas. "Daí a importância de falar sobre isso, compartilhar conhecimento e, no caso dos pacientes, investir em um tratamento que também envolva o lado emocional, psicológico", reforça ela.

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