Príncipe Harry faz declarações bombásticas sobre a família real em documentário; veja as principais

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As falas mais bombásticas do príncipe Harry em documentário. Foto: Apple TV+
As falas mais bombásticas do príncipe Harry em documentário. Foto: Apple TV+

A aguardada série sobre saúde mental criada pelo príncipe Harry e pela famosa apresentadora Oprah Winfrey finalmente foi lançada, trazendo novas bombas sobre a família real.

Harry e Oprah criaram e produziram a série de cinco episódios "The Me You Can't See" para a Apple TV+, e o príncipe de 36 anos aproveitou para fazer revelações extremamente pessoais sobre os problemas de saúde mental que já enfrentou.

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A série traz confissões surpreendentes de Harry, como a vontade de usar drogas e a briga com Meghan Markle que o levou a fazer terapia.

"Eu queria usar drogas"

O príncipe Harry descreveu sua vida dos 28 aos 32 anos como um "pesadelo" e contou sobre a dificuldade de enfrentar o luto pela morte da mãe, a princesa Diana.

Também revelou como recorreu ao álcool e às drogas para "mascarar" os "ataques de pânico e a grave ansiedade" que sentia na época.

"Eu queria beber, usar drogas", contou. "Queria tentar fazer alguma coisa para amenizar o que eu estava sentindo. Mas aos poucos fui percebendo que, mesmo não bebendo todos os dias, eu bebia o equivalente a uma semana em uma sexta ou um sábado à noite. Não fazia isso porque estava gostando, mas sim porque estava tentando mascarar esse sentimento", explicou.

WINDSOR, ENGLAND - JULY 25: (EMBARGOED FOR PUBLICATION IN UK TABLOID NEWSPAPERS UNTIL 48 HOURS AFTER CREATE DATE AND TIME)  Prince Harry attends the afterparty at China White's club at Cartier International Day held at Guards Polo Club, Windsor Great Park on July 25, 2004 in Windsor, England. (Photo by Dave Benett/Getty Images)
Príncipe Harry, aos 20 anos, em festa com os amigos em 2004, em Windsor, Inglaterra. Foto: Dave Benett/Getty Images

Uma "discussão" com Meghan Markle foi a motivação para buscar terapia

No início do primeiro episódio, o príncipe Harry revela que começou a fazer terapia há quatro anos, surpreendendo Oprah, que considera pouco tempo.

"Quatro anos para uma pessoa que nunca pensou que precisaria ou faria terapia é muito, muito tempo", responde Harry. "O ambiente em que eu vivia também não me deixava à vontade para falar sobre [saúde mental]", acrescenta.

Mais adiante, Harry conta que uma "discussão" com a então namorada Meghan Markle foi o estalo que ele precisava para procurar ajuda:

"Fui a médicos, psicólogos, terapeutas alternativos... consultei vários profissionais, mas nada foi como conhecer e conviver com Meghan. Sabia que se não fizesse terapia e me curasse, perderia essa mulher com quem eu gostaria de passar o resto da minha vida".

E continuou: "Depois de uma discussão que tivemos, ela me disse que eu deveria fazer um tratamento. Nessa discussão, sem perceber, foi como se eu tivesse voltado aos 12 anos de idade".

Harry relembra que, na segunda sessão, o terapeuta criticou essa "volta à infância" e diz que se sentiu "um tanto envergonhado e na defensiva. Foi o início de uma jornada de aprendizado para mim. Percebi que estava vivendo em uma bolha dentro dessa família, dentro dessa instituição e quase fiquei preso nessa mentalidade".

Harry fala sobre as dificuldades relacionadas à saúde mental da esposa Meghan

Em março, Harry e a esposa Meghan deram uma entrevista a Oprah sobre todos os temas. A duquesa chegou a falar sobre os próprios problemas de saúde mental.

Meghan disse que teve pensamentos suicidas durante a gravidez do primeiro filho do casal, Archie, e que não recebeu ajuda quando falou sobre a situação com a família real.

Também contou que teve que participar de um evento de caridade no Royal Albert Hall logo após contar ao marido sobre esse problema.

"Tenho vergonha do meu comportamento nesse momento...", disse Harry a Oprah.

"Naquele dia, estávamos sentados segurando a mão um do outro. Assim que as luzes se apagaram, Meghan começou a chorar. Fiquei com pena dela, mas também fiquei muito bravo comigo mesmo por estarmos presos naquela situação".

"Fiquei com vergonha porque deixei as coisas chegarem a esse ponto. Tive vergonha de falar com a minha família porque, para ser sincero, assim como muitas outras pessoas da minha idade, sabia que eles não me ajudariam".

LONDON, ENGLAND - MARCH 07: Prince Harry, Duke of Sussex and Meghan, Duchess of Sussex attend the Mountbatten Festival of Music at Royal Albert Hall on March 07, 2020 in London, England. (Photo by Karwai Tang/WireImage)
O príncipe Harry se lembra de 'agarrar' a mão de sua esposa Meghan Markle no Royal Albert Hall em março de 2020. Foto: Karwai Tang/WireImage via Getty

A família real disse para Harry "seguir o jogo"

Harry disse a Oprah que, quando percebeu que precisava de ajuda e desabafou, alguns membros da família real disseram que ele deveria manter a calma e seguir em frente.

Foi a coragem da mãe, Diana, que inspirou o príncipe a "se libertar" do "sistema". "Perto dos meus 30 anos, comecei a me perguntar se realmente queria estar nesse ambiente. Foi aí que percebi que não podia mais continuar escondendo esses sentimentos".

"A família real disse que se eu cumprisse meu papel, a vida ficaria mais fácil. Acontece que o sangue da minha mãe corre nas minhas veias".

"Sinto como se estivesse fora do sistema, mas ainda estou preso a ele. A única maneira de me libertar e realmente escapar é dizer a verdade".

O conselho surpreendente de Charles aos filhos

Harry falou sobre a falta de apoio da família após a morte de Diana em 1997, quando ele tinha apenas 12 anos e o irmão, William, 15.

Também contou que caminhar atrás do caixão da mãe ao lado do irmão e do pai, o príncipe Charles, foi como uma "experiência de sair do próprio corpo".

"Eu estava só fazendo o que era esperado, demonstrando um décimo da emoção que as outras pessoas demonstravam", disse o príncipe.

Harry também disse a Oprah que precisou lidar sozinho com a imprensa após a morte da mãe e ressaltou que o conselho do pai aos filhos foi que se resignassem ao "sofrimento".

"Meu pai costumava dizer para o William e para mim, quando éramos mais jovens: 'Foi assim comigo, então vai ser assim com vocês'", disse Harry.

"Não faz sentido. Só porque você sofreu, isso não significa que seus filhos tenham que sofrer, na verdade, muito pelo contrário. Se você sofreu, deveria fazer o possível para garantir que essas experiências negativas não se repitam".

Former husband of Diana Prince Charles (L) and their two sons Harry (C) and William wait in front of the Westminster Abbey in London after the funeral ceremony of Princess of Wales 06 September.
WPA POOL / AFP PHOTO / AFP WPA POOL / JOEL ROBINE        (Photo credit should read JOEL ROBINE/AFP via Getty Images)
Príncipa Charles à esquerda, príncipe Harry no meio e príncipe William à direita no funeral da princesa Diana. Foto: JOEL ROBINE/AFP via Getty Images

Harry acusa a família real de "negligência total"

Harry mencionou que a "negligência total" por parte da família real foi a grande motivação para que ele e Meghan deixassem o cargo de membros da realeza sênior e se mudassem para os Estados Unidos em janeiro de 2020.

Desde que divulgou o relacionamento em 2016, o casal enfrentou assédio, perturbações e, no caso de Meghan, violência racial nas redes sociais. Harry descreveu o que aconteceu quando ele tentou sinalizar esses acontecimentos à realeza.

"Todos os pedidos de ajuda foram recebidos com total silêncio ou menosprezo", disse ele. "Passamos quatro anos tentando fazer as coisas funcionarem. Fizemos tudo o que podíamos para ficar lá e continuar desempenhando nossos papéis e fazendo nosso trabalho".

Prince Harry sits in his position on a Spartan armoured vehicle in the Helmand province, Southern Afghanistan.   (Photo by John Stillwell - PA Images/PA Images via Getty Images)
O príncipe Harry (retratado no Afeganistão em 2008) disse que seus 10 anos no exército foram os "mais felizes de sua vida". Foto: Photo by John Stillwell - PA Images/PA Images via Getty Images

A "época mais feliz" de Harry foi no exército

Refletindo sobre a vida até agora, Harry disse que sua "época mais feliz" foi no exército, quando assumiu o posto de capitão e fez duas viagens ao Afeganistão.

"Os momentos mais felizes da minha vida foram os 10 anos no exército, sem dúvida", comentou.

"Porque eu tinha que usar o mesmo uniforme que todo mundo. Fazia os mesmos treinamentos que todo mundo. Comecei de baixo como todo mundo. Não houve um tratamento especial por ser quem eu era".

"Lá, eu me sentia mais normal. Especialmente no período que passei no Afeganistão, longe da mídia".

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