Primeira-dama Bia Doria diz que não é correto dar comida ou roupa para moradores de rua

MARIANA CARNEIRO E GUILHERME SETO
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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 01.11.2019 - A primeira-dama de São Paulo, Bia Doria, durante coquetel de abertura MIS Experience. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 01.11.2019 - A primeira-dama de São Paulo, Bia Doria, durante coquetel de abertura MIS Experience. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Presidente do Fundo Social de São Paulo, a primeira-dama Bia Doria recebeu a socialite Val Marchiori no Palácio dos Bandeirantes, sedo do governo paulista, nesta quinta-feira (2).

Na entrevista, a mulher do governador João Doria (PSDB) disse que não se deve dar marmita para os moradores de rua porque eles têm que se conscientizar de que têm que sair da rua, um local que hoje, segundo ela, é confortável para eles.

"As pessoas que estão na rua... Não é correto você chegar lá na rua e dar marmita, porque a pessoa tem que se conscientizar de que ela tem que sair da rua. A rua hoje é um atrativo, a pessoa gosta de ficar na rua", diz Bia Doria.

"A pessoa quer receber comida, roupa, uma ajuda, e não quer nenhuma responsabilidade. Isso está muito errado. Se a gente quer viver em um país...", diz Bia Doria, que é interrompida por Val, que diz que "todo mundo tem suas responsabilidades."

Bia responde "sim, nós temos. Se a gente não pagar nossas contas...", ao que Val replica "a gente vai para o cartório, querida, hello. E o povo fala".

Sentadas lado a lado, elas usaram máscaras durante parte da conversa, mas depois tiraram. No início do encontro, brincaram que não usá-las é passível de multa em São Paulo.

Presidido por Bia Doria, o Fundo Social de São Paulo foi criado em 1968 e tem como objetivo instituir programas sociais destinados a atender pessoas em situação de vulnerabilidade social.