Preso, Daniel Silveira sai no pátio de unidade prisional e volta a atacar STF

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Daniel Silveira em sessão especial na Câmara dos Deputados, no dia 13 de outubro de 2020 (Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)
Deputado federal Daniel Silveira foi preso na noite da última terça-feira, 16 de fevereiro (Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) está preso na Unidade Prisional Militar do Rio de Janeiro. Isso não impediu que ele voltasse a atacar o Supremo Tribunal Federal.

Na noite de quinta-feira, 18, Silveira caminhou pelo pátio da cadeira e não foi incomodado. Ele afirmou que vai “mostrar para o Brasil quem é o STF”. Manifestantes apoiaram a fala do parlamentar.

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Durante a tarde, quando participou de uma audiência de custódia, Silveira havia mudado o tom e falou sobre Alexandre de Moraes, ministro do STF que determinou a prisão, de forma respeitosa. Horas depois, voltou a adotar uma linha belicosa para falar da Corte.

Durante a tarde, a Polícia Federal fez uma vistoria na sala onde o deputado ficou preso, antes de ser levado à unidade prisional, e encontrou dois celulares. Segundo o G1, os telefones estavam em uma mala com roupas do deputado.

Daniel Silveira afirmou que não sabe como os telefones foram parar na bolsa. O advogado do deputado, André Rios, disse que é preciso esperar a apuração da PF para saber quem foi o responsável pelos celulares. Foi aberta uma sindicância para apurar o caso.

Após o STF seguir a decisão de Moraes de prender Silveira por unanimidade, o deputado passou por uma audiência de custódia, que confirmou a prisão. Às 18h30 de quinta, ele foi para a Unidade Prisional.

Moraes determinou a prisão de Silveira após o parlamentar publicar um vídeo xingando e ofendendo ministro do Supremo Tribunal Federal. A determinação gerou debates entre juristas, já que um deputado só pode ser preso em fragrante por crime inafiançável.

Nesta sexta-feira, 19, a Câmara dos Deputados votará se mantém, ou não, a prisão de Silveira.