Presidente do conselho do Banco do Brasil reclama de interferência ao se demitir

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Agência do Banco do Brasil. (Foto: AP Photo/Ricardo Moraes)
Agência do Banco do Brasil. (Foto: AP Photo/Ricardo Moraes)
  • O presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil, Hélio Magalhães, pediu demissão de seu posto.

  • Em carta, ele alega que pesou para sua decisão as interferências do governo sobre a gestão.

  • Principalmente, a resistência a um plano de reestruturação anunciado em janeiro.

O presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil, Hélio Magalhães, e o conselheiro independente José Guimarães Monforte pediram demissão da instituição bancária, e em sua carta de despedida, Magalhães acusa insistentes tentativas de interferência do governo como razão de sua escolha pela saída.

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As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Magalhães cita “reiterado descaso com que o acionista majoritário vem tratando não apenas esta prestigiada instituição, mas também outras importantes estatais de capital aberto e seus principais administradores”.

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Reestruturação

Um dos pontos que irritaram o presidente do conselho foi a alegada interferência em um programa de reestruturação do banco.

No último dia 11 de janeiro, o Banco do Brasil anunciou um plano de reestruturação que incluía cortes de pessoal.

Segundo a direção do banco, o plano prevê melhora da “eficiência operacional” e inclui fechamento de 112 agências, sete escritórios e 242 postos de atendimento, segundo reportagem do Estadão.

Mais 243 agências serão convertidas em “postos de atendimento”, enquanto 145 unidades de negócios vão virar “Lojas BB”, que não têm guaches de caixas.

"A reorganização da rede de atendimento objetiva a sua adequação ao novo perfil e comportamento dos clientes e compreende, além das medidas de otimização de estrutura descritas acima, outros movimentos de revisão e redimensionamento nas diretorias, áreas de apoio e rede, privilegiando a especialização do atendimento e a ampliação da oferta de soluções digitais", disse a direção do banco em comunicado.

Espera-se que as medidas economizem cerca de R$ 2,7 bilhões até 2025.

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