Presidente do Botafogo vê Babi desmotivado no clube e ironiza SP por Kanu

Alexandre Praetzel
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Durcesio Mello assumiu o Botafogo por um mandato de quatro anos. Foto: Vítor Silva/Botafogo
Durcesio Mello assumiu o Botafogo por um mandato de quatro anos. Foto: Vítor Silva/Botafogo

O Botafogo emprestou o zagueiro Marcelo Benevenuto para o Fortaleza. A confirmação do negócio foi feita pelo presidente do Botafogo, Durcesio Mello, em entrevista à Rádio Bandeirantes, com presença do blog

"Acabamos de emprestar o Benevenuto ao Fortaleza", revelou. Marcelo Benevenuto perdeu espaço no time, com más atuações e comportamento discutível, durante a temporada de 2020. 

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Durcesio também atualizou a situação do centroavante Matheus Babi, emprestado até dezembro e pretendido por outros times. 

"Botafogo tem 10% dos direitos econômicos e 30% de taxa de vitrine. Eu adoraria esperar até o final do ano, mas o jogador está muito desmotivado e não adianta ter jogador desmotivado. Tem vários clubes perguntando sobre o Babi, um jogador que tem seus apelos. Não tenho poder nenhum para vender o Matheus Babi porque só temos 40%. O Serra Macaense tem 60% e vai definir. Fluminense e Athletico-PR já fizeram propostas", ressaltou.

Recentemente, o Botafogo quase negociou o zagueiro Kanu com o São Paulo. Durcesio ironizou o tricolor paulista nas conversas. "Teve o Kanu com o São Paulo, mas o SP quis dar uma cocada e duas mariolas e isso acabou no Botafogo. Esses tempos acabaram no Botafogo de pegarem todo mundo na mão grande", disparou. 

O Botafogo está disputando o Campeonato Carioca e a Copa do Brasil, onde enfrenta o ABC-RN, na segunda fase. O desafio será retornar para a Série A, com uma dívida gigantesca e com pouquíssimas receitas.

"A dívida é em torno de R$ 1 bilhão. Temos R$ 400 milhões em dívidas fiscais e o restante em trabalhista e cível. O mote da minha gestão é a profissionalização do clube. Contratamos um CEO do mercado financeiro, Jorge Braga, que terá total autonomia, se reportando a mim. Temos que achar dinheiro novo e fazer um processo demorado para tentar arrumar o clube. É um trabalho que vai levar anos. Meu mandato tem quatro anos, sem reeleição. Se fôssemos uma empresa, estaríamos completamente falidos. Você pega a receita e a despesa e é um negócio de maluco. Nossa receita na Série A era de R$ 80 milhões com cota de TV e caímos para R$ 6 milhões na Série B. Vamos sofrer mesmo. A recuperação também passa pela S.A., o clube-empresa. Eu acho que é uma solução para muitos clubes do Brasil. Tem vários que ficaram para trás com dívidas parecidas com a nossa", concluiu o presidente Durcesio Mello. 

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