Prefeitura de SP vai contratar 5 mil mães de alunos como agentes de protocolo contra Covid nas escolas municipais

João de Mari
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A student gets a squirt of anti-bacterial gel from his teacher on the first day back to in-person classes amid the COVID-19 pandemic at the Raul Antonio Fragoso public school in Sao Paulo, Brazil, Monday, Feb. 8, 2021. Sao Paulo state government has allowed the schools to resume classes with up to 35% of its students. (AP Photo/Andre Penner)
O objetivo da medida é tentar melhorar a estrutura das escolas, sobretudo na questão de segurança contra Covid-19 (Foto: AP Photo/Andre Penner)

A Prefeitura de São Paulo anunciou que vai contratar cinco mil mães de alunos da rede pública municipal para trabalhar nas escolas como agentes de protocolos de saúde contra a Covid-19. A proposta, que terá mais detalhes nos próximos dias, será voltada para mulheres desempregadas.

De acordo com a Prefeitura, as mães serão responsáveis por aferir a temperatura dos estudantes na entrada, higienização dos equipamentos de uso coletivos e fiscalizar o cumprimento das medidas de distanciamento e uso correto da máscara e do álcool gel.

A proposta ainda está sendo elaborada pela gestão municipal e estuda pagar um salário em torno de R$ 1 mil mensais durante a vigência do contrato, que deverá ser de seis meses.

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Segundo a Secretária Municipal de Educação, mais detalhes do projeto serão divulgados nos próximos dias.

O objetivo da medida é tentar melhorar a estrutura das escolas, sobretudo na questão de segurança contra Covid-19.

Volta às aulas

A rede municipal retomou as atividades presenciais nesta segunda (15) para cerca de 1 milhão de matriculados. Das cerca de 4 mil escolas, 14,5% só devem abrir as portas a partir do dia 22 deste mês, já que estão com falta de equipes de limpeza ou passam por obras de adequação para poder receber os alunos.

Isso porque ao menos 530 delas não abriram as portas para oferecer aulas presenciais aos estudantes matriculados nesta segunda-feira (15) devido à ausência de equipes de limpeza e por obras que não ficaram prontas.

Pais e professores têm sentimentos controversos quanto à decisão, mesmo que os governos do governador João Doria (PSDB) e do prefeito Bruno Covas (PSDB) aleguem que estão tomando as medidas necessárias para tornar a experiência segura para todos os envolvidos.