Preços de remédios sobem até 10,08% a partir desta quinta

Redação Finanças
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As empresas produtoras deverão dar ampla publicidade aos preços de seus medicamentos, por meio de publicações em mídias especializadas de grande circulação
As empresas produtoras deverão dar ampla publicidade aos preços de seus medicamentos, por meio de publicações em mídias especializadas de grande circulação
  • Ano passado os medicamentos subiram 4,22% em média

  • Aumentos variam de acordo com o perfil das substâncias

  • Cabe às empresas definirem os novos preços

A partir desta quinta-feira (1) os remédios terão aumento de até 10,08%, segundo anunciou a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A medida aprovada pelo governo conta com três porcentuais máximos: 10,08% (nível 1); 8,44% (nível 2); 6,79% (nível 3).

Os níveis são classificados de acordo com a classe terapêutica dos medicamentos e perfil de concorrência da substância:. Os reajustes já podem ser aplicados pelas farmacêuticas, mas cabe às empresas definirem os novos preços.

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Pela legislação em vigor, o reajuste anual dos preços de medicamentos é definido considerando a inflação, além de outros indicadores do setor. A autorização para os aumentos de preço foi publicada na noite de quarta-feira (31) no Diário Oficial da União.

No último dia 15, a CMED já tinha definido em 4,88% o Fator de Ajuste de Preços Relativos entre Setores, denominado Fator Y, que é um dos itens que entram no cálculo do índice de ajuste dos preços de medicamentos.

As empresas produtoras deverão dar ampla publicidade aos preços de seus medicamentos, por meio de publicações em mídias especializadas de grande circulação. Esses preços não poderão ser superiores aos preços publicados pela CMED no Portal da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Histórico

O aumento médio neste ano é de 8,43%, o dobro do observado no ano passado, quando os medicamentos subiram 4,22%, em média. O reajuste no setor geralmente acontece em abril, mas, no ano passado, foi adiado para junho por conta da pandemia de Covid-19.

Esse aumento nos valores era esperado, pois as matérias-primas para produção subiram muito no exterior, devido à alta demanda causada pela pandemia. Além de algumas fábricas terem sido prejudicadas pelo cenário emergencial, a valorização do dólar influenciou no preço dos insumos, que em sua maioria é importado.