Príncipe Harry insiste na falta de empatia da família real em série da Apple TV+

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O príncipe Harry insiste na falta de empatia de sua família com ele e a esposa, Meghan Markle, em uma nova série documental dedicada à saúde mental que estreia nesta sexta-feira na Apple TV+.

“Achei que minha família me ajudaria, mas todas as demandas, os pedidos, os sinais encontraram um silêncio ou uma total indiferença”, explicou Harry sobre as dificuldades que ele e a esposa tiveram antes do nascimento do filho Archie.

Ambos afirmam ter sofrido problemas psicológicos. Meghan até disse que pensou em cometer suicídio em 2019.

Na série intitulada "The Me You Can't See" ("O eu que não podem ver"), que ele co-produziu com Oprah Winfrey, Harry diz que tinha vergonha de pedir ajuda à família "porque, como muitas pessoas da minha idade, eu sabia que não dariam o que eu precisava".

Não há revelações escandalosas, mas o filho mais novo do príncipe Charles e da princesa Diana dá nesta série um novo golpe na casa de Windsor, já abalada pela entrevista que o príncipe e Meghan deram a Oprah Winfrey para a rede americana CBS no início de março.

Harry critica o pai novamente, acusado de indiferença para com os filhos.

"Quando eu era mais jovem, meu pai disse a William e a mim: era assim para mim, então será a mesma coisa para vocês", revelou Harry, de 36 anos, sobre a agressividade dos tabloides britânicos que esfregam as mãos com rumores e escândalos da família real.

“Não faz sentido”, continuou o duque de Sussex. "Não é porque você sofreu que seus filhos também deveriam sofrer. Deveria ser até o contrário (...) Faça de tudo para transformar as experiências ruins que você viveu em algo positivo."

A maioria dos britânicos agora tem uma visão desfavorável de Harry e Meghan, de acordo com uma pesquisa recente do YouGov, enquanto que a popularidade de Charles disparou.

Uma parte da imprensa britânica acusa o casal de criticar o comportamento da imprensa e, ao mesmo tempo, utilizá-la para transmitir suas mensagens e limpar sua imagem.

- Terapia -

Na série, Harry também conta como a terapia que iniciou há mais de quatro anos lhe permitiu "quebrar o ciclo" e não reviver o que seu pai e principalmente sua mãe sofreram.

Foi a relação com Meghan que o levou a buscar uma solução para os problemas psicológicos que o atormentavam desde a morte de sua mãe Diana, em 1997, quando tinha 12 anos. “Eu sabia que se não começasse a terapia para melhorar, perderia essa mulher com quem me vejo passando o resto da minha vida”, diz ele.

“A terapia me permitiu enfrentar tudo”, afirma Harry na série, na qual participam várias personalidades que contam sobre seus problemas mentais, como o jogador profissional de basquete DeMar DeRozan ou a cantora Lady Gaga.

Para surpresa geral, o duque e a duquesa de Sussex anunciaram em janeiro de 2020 a intenção de abdicar de seus deveres reais. Meses depois, eles se mudaram para a Califórnia, o estado natal de Meghan Markle. Em fevereiro de 2021, a Rainha Elizabeth II anunciou que o casal perderia seus últimos títulos.

“O que mais lamento é não ter assumido uma postura mais cedo no relacionamento com minha esposa, denunciando o racismo” sofrido pela ex-atriz, de mãe negra e pai branco, na imprensa e nas redes sociais, revelou Harry.

O príncipe não acusa novamente sua própria família de racismo. Anteriormente, ele disse que um parente estava preocupado com a cor da pele de seu filho antes de ele nascer.

A acusação abalou o Palácio de Buckingham. O príncipe William assegurou que os Windsors "não são uma família racista".

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