Por que WandaVision é o jeito Marvel de falar sobre morte

Thiago Romariz
·2 minuto de leitura
Filtro da felicidade em 'Wandavision' começa a cair no quarto episódio da série da Marvel (Foto: Divulgação)
Filtro da felicidade em 'Wandavision' começa a cair no quarto episódio da série da Marvel (Foto: Divulgação)

A alegria dos personagens de 'WandaVision' é a maior mentira que a Marvel contou desde que tirou o reator do peito de Tony Stark. A fachada criada pela Feiticeira Escarlate sempre foi sobre se esconder do luto, mas o quarto episódio finca a ideia de que a série é o jeito Marvel de falar sobre morte como acontecimento. E não custa dizer: cuidado com os spoilers a seguir.

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Os primeiros minutos deste capítulo mostram, pela primeira vez, como humanos normais lideram com o retorno dos desaparecidos pelo estalo do Thanos em 'Vingadores: Guerra Infinita’. Monica Rambeau, antes conhecida como Geraldine, acorda em um hospital no leito em que sua mãe estava lutando contra o câncer — batalha que ela descobre ter sido perdida há três anos. A presença de Thanos se faz impactante pelo desespero das pessoas, ao mesmo tempo que inclui um elemento de suspense muito bem-vindo a uma série tão cômica.

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Ao lado dessa adição, o roteiro de WandaVision fala sobre o jeito que Monica vai lidar com a morte da própria mãe, ainda que sem se aprofundar na questão agora. Na primeira metade do episódio, a ideia é apresentar a SWORD, a nova agência de vigilância da Marvel. Em meia dúzia de falas a série explica quão importante a sigla será no futuro, já que cita Capitã Marvel, traz personagem de Thor e faz referência a Homem de Ferro e outros heróis. Uma explicação simples que monta o terreno sem soar gratuito, pois tem Rambeau no centro de tudo.

A parte as explicações super expositivas, a conexão entre a ex-Geraldine e Wanda é o que deve fazer o seriado evoluir daqui pra frente. Tanto no âmbito dos super-poderes e batalhas, já que Rambeau é uma oficial criada para impedir grandes ameaças, quanto na esfera pessoal. As duas perderam seus entes mais queridos e estão lidando com uma realidade completamente fora da zona de conforto.

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A morte é um acontecimento muito próximo, recente e impactante para ambas, e a Marvel continua a mergulhar nessa discussão sem perder o maravilhamento que tem com seus heróis. É difícil imaginar uma sessão no divã com as duas chorando como vimos Capitão América fazer em Vingadores: Ultimato, porém, não será surpresa se o desabafo, ainda que forçado, chegue no meio de uma grande batalha no final da série.

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*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.

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