Como o piegas O Vendedor de Sonhos se tornou um sucesso da Netflix na quarentena

Cena de O Vendedor de Sonhos (reprodução)

O Vendedor de Sonhos está entre as 10 atrações mais vistas da Netflix nos últimos. Lançado em 2016, o filme nacional é uma adaptação bastante fiel do livro homônimo de Augusto Cury que veio bem a calhar no período de quarentena, quando o público brasileiro parece buscar por histórias regozijantes, de motivação e esperança.

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Provavelmente você já conhece a história do filme. Júlio César (Dan Stulbach) é um psicólogo respeitado que tenta o suicídio. Ele só não tira a própria vida, pois é impedido pelo Mestre (César Troncoso), um mendigo que se autointitula um" vendedor de sonhos". A partir dessa abordagem, os dois constroem uma bela amizade.

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Abaixo, explicamos por que faz todo sentido o filme ser um sucesso em tempos de pandemia do novo coronavírus.

Final feliz

O nosso futuro diante da pandemia é incerto. Não sabemos quando teremos uma vacina contra a covid-19 e muito menos quando a quarentena terá fim. Sem expectativas, o público tem procurado por histórias com finais felizes. Antes de tudo, Vendedor de Sonhos é um filme "pró-vida", mostrando a importância da existência de cada pessoa no universo. Com tantas mortes no noticiário, o longa têm exito ao passar uma mensagem de "salvamento".

Frases de autoajuda

Assim como qualquer clássico de autoajuda, O Vendedor de Sonhos não se destaca pela sutileza. O filme é repleto de chavões que fazem com que a história seja assimilada com mais facilidade. Mensagens como "o segredo do sucesso é conquistar aquilo que o dinheiro não pode comprar" e 'não tenha medo do caminho, tenha medo de não caminhar", por mais razas que sejam, trazem alívio e transmitem esperança.

Aprovado por Augusto Cury

O filme é bastante fiel ao livro de Augusto Cury, cujas vendas já ultrapassam as 3 milhões de cópias. Em entrevista ao Uol, o autor mais lido da década no Brasil revelou que teve inúmeras conversas ("algumas secretas") com o diretor Jayme Monjardim para a elaboração do roteiro. “É mais uma oportunidade de estimular as pessoas a perceberem que vale a pena viver a vida, mesmo quando o mundo desaba sobre nós”, disse Augusto Cury em vídeo produzido no lançamento do filme.

Tom pregatório

Mestre não é só um "vendedor de sonhos". Com ensinamentos em todos os diálogos, a impressão é que o personagem está pregando os valores de uma vida sem valores materiais. Curiosamente, o autor Augusto Cury não tem religião, embora se considere cristão. “As religiões podem ser uma fonte de doenças mentais, se geram intolerância, ou uma fonte de saúde psíquica, se geram generosidade, altruísmo, capacidade de abraçar o diferente e fazer da vida um espetáculo único e imperdível”, disse em entrevista à MdeMulher.

Jeitão Globo

Cena de O Vendedor de Sonhos (reprodução)

O filme é estrelado por Dan Stulbach e conta com direção de Jayme Monjardim, responsável por produções como Olga e Maysa - Quando Fala o Coração. Com uma produção com estilo de minissérie da Globo e roteiro de um livro tão popular, a obra não oferece conforto por acaso. Ela soa familiar para qualquer pessoa em contato com a cultura popular do país.

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