Por que o Batman de Ben Affleck merece uma segunda chance

Thiago Romariz
·3 minuto de leitura
Foto: Divulgação / Warner Bros. Pictures
Foto: Divulgação / Warner Bros. Pictures

A primeira era das batalhas dos heróis nos cinemas foi vencida pela Marvel. O desempenho nas bilheterias, na crítica especializada e até o alcance que personagens secundários conseguiram fazem a questão ser indiscutível. Isso não quer dizer, porém, que não há o que se aproveitar na DC Comics, antes a protagonista do cenário que passou a ser a segunda opção do gênero. E para a alegria dos fãs da editora, o recente anúncio do filme do Flash oficializou a volta de uma das melhores coisas do chamado Snyderverso: o Batman de Ben Affleck.

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Ainda que ele tenha sido destruído em Liga da Justiça, tenha causado comoção pelas mortes contabilizadas em BvS e sido oficialmente descontinuado pela Warner Bros. após o fracasso do longa, a segunda chance é mais que merecida.

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Os motivos são vários. Eles começam no lado pessoal de Affleck, que teve que deixar o cargo de diretor do filme solo do Batman devido à problemas com drogas, e vão até concepção de um herói muito mais amargurado, bruto e problemático do que os outros Batmans do cinema.

A combinação que no anúncio parecia absurda se tornou uma realidade bem-vinda em Batman v Superman, mesmo com os erros do longa. A partir dali, com o ar professoral e de liderança revoltada que Affleck construiu está o segundo fato que atesta a legitimidade do retorno dele ao papel. O Bruce de BvS se vê como o mentor, o arquiteto de toda a Liga da Justiça, especialmente dos mais jovens como Ciborgue e Flash.

Este último, retratado como uma criança deslumbrada com o Batman e a genialidade de Wayne, terá um filme para protagonizar em 2022 e ao mesmo tempo precisará explicar a conceito dos multiversos para a audiência. Sozinho a missão será difícil, mas ao lado de Bruce pode ser que as coisas fiquem mais fáceis e didáticas.

Ter um ídolo ao lado de Barry fará não só o público ter um herói mais reconhecível, como dá ao protagonista um mentor super reconhecido para traçar sua jornada de descoberta. Affleck será o que Robert Downey Jr. foi para o Aranha de Tom Holland em De Volta ao Lar.

E de tabela, a DC embarca na tentativa de agradar três vertentes diferentes de fãs: os mais old school que sempre sonharam com uma adaptação do arco Ponto de Ignição, onde os conceitos de universos paralelos são apresentados; os fãs de Snyder, uma legião que conseguiu movimentar o estúdio a ressuscitar a visão do diretor com o Snyder Cut no HBO Max; e os fãs nostálgicos, que terão a oportunidade de ver Michael Keaton como Batman de novo, pois ele voltará aos cinemas junto com Ben Affleck para ser um dos vários Batmen que aparecerão no filme do Flash.

Se há uma coisa que a DC não pode ser acusada é de não tentar agradar o fã, mas se esse é o caminho correto a ser tomar, só o tempo dirá.

*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.

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