Por que Kate Middleton e príncipe William não possuem a custódia da princesa Charlotte e dos príncipes George e Louis?

Fotografia: Samir Hussein – Getty Images

Hoje, mostrando o lado negativo de pertencer à realeza, os sites News.com.au e The Sun estão informando que, tecnicamente, Kate Middleton e o príncipe William não possuem a custódia legal de suas crianças, o príncipe George, a princesa Charlotte e o príncipe Louis, devido a um decreto real de 300 anos de idade que dá a custódia ao soberano, ou seja, à Rainha.

Essa lei é válida para todos os netos menores, o que quer dizer que se aplicará ao Príncipe Harry e a Meghan Markle, caso eles decidam ter filhos.

“Essa lei é do tempo do Rei George I (que governou no início do século 18), e nunca foi alterada”, disse a especialista em história real, Marlene Koenig, no site news.com.au.

“Ele fez isso porque tinha um relacionamento muito ruim com seu filho, o futuro Rei George II, então criou essa lei para poder ter a guarda de seus netos”. Essa lei foi aprovada em 1717 e nunca foi alterada por nenhuma nova legislação.

Isso quer dizer que a Rainha tem autoridade nas decisões em relação à educação, criação e viagens de George, Charlotte e Louis. Mas Koenig acrescentou que, hoje em dia, o palácio “não acha essa lei grande coisa”. Quando Charles se tornar rei, ele terá a custódia técnica de seus netos, mas não irá interferir nas decisões mais importantes. Ele “respeita muito a forma como o filho educa seus netos” disse Koenig.

“Ele entende que eles querem criar suas crianças de forma privada… a única coisa que Charles pode pedir é mais fotos”, disse ela, brincando.

Em 1993, no The Times, o especialista em constituição Michael L. Nash disse a mesma coisa que Koenig pelo The Sun, quando discutia a influência da princesa Diana sobre a educação de Harry e Willian.

Ele escreveu que a “Rainha tem a palavra final com relação à educação, criação e até mesmo no direito de estadia da princesa, mesmo com seu pai, o príncipe Charles, vivo. Quanto à autoridade de sua mãe, a princesa do País de Gales, é uma questão de discrição e negociação”.

Alyssa Bailey