De romantização da pobreza a assédio moral: as acusações contra Karen Bachini

Karen Bachini (Foto: Rodolfo Corradin)
Karen Bachini (Foto: Rodolfo Corradin)

Prestes a lançar sua própria marca de maquiagem, Karen Bachini, uma das primeiras e maiores influencers de beleza do Brasil, vive o pior o momento da carreira. Por quê? Bem, declarações recentes (e não tão recentes assim) dela foram expostas e duramente criticadas por Ismeiow, que também faz sucesso no YouTube, pela "romantização da pobreza".

No corte de entrevista mais compartilhado pelos internautas depois disso, a influencer relembra uma viagem à Indonésia, onde viu de perto a realidade de pessoas que, segundo ela, tinham apenas arroz para comer e mesmo assim eram felizes. "Isso me fez pensar que a gente não precisa ter nada [para ser feliz] e que todas as coisas que nós temos acabam nos prendendo, nos deixando mais infelizes", declarou Karen no podcast "Diacast".

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Em outra ocasião, durante uma entrevista aos donos do canal "Diva Depressão" no YouTube, ela defendeu que "modelo é a profissão mais difícil de todas". "Você pode achar que o cara da lavoura sofre mais, mas ele faz o horário dele e vai para casa feliz. [...] Já no trabalho de modelo, pelo meu ponto de vista, nada nunca está bom se você não é a Gisele Bündchen. Se você não é a Gisele, a forma como a indústria te trata e te descarta é muito cruel, mesmo com tanto esforço e pressão psicológica por causa do corpo, da beleza, e isso é 24 horas", explicou.

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Para piorar a situação, Danielle Priscilla, ex-funcionária de Karen, acusa a influencer de assédio moral e, em uma transmissão ao vivo no Instagram, relatou episódios em que ela teria sido humilhada e se sentido obrigada a executar funções que fugiam do combinado, além de uma suposta acusação de roubo (de maquiagens). Assista ao vídeo abaixo:

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O desabafo de Danielle serviu de exemplo para muitos que criticam Karen por dar a entender que a rotina de uma influencer é tão dura ou mais que a rotina de outros profissionais e que, também por causa disso, ela luta há anos contra a ansiedade e outras questões de saúde mental, motivo pelo qual precisou de uma pausa de quase duas semanas e chegou a tomar chá de camomila na mamadeira (porque não conseguia nem levantar da cama).

As questões e as reflexões que ficam são: quantos trabalhares têm o privilégio de se dar dez dias dias off e contar com alguém que leve o que for preciso no quarto quando não está bem? Como se sente de fato alguém que só tem arroz para comer? Quão exaustivo é encarar uma jornada dupla ou até tripla e não ganhar metade da metade de um post publicitário de alguém com tantos seguidores?

Pedido de desculpa

Tanto no YouTube quanto no Stories, Karen se pronunciou sobre a questão dos comentários considerados elitistas e prometeu pesquisar mais e pensar melhor no que fala. "Eu me construí de uma vida muito simples até uma vida regada de privilégios, mimos e recebidos, o que é incrível, mas me fez perder um pouco o senso da realidade. [...] Esses foram mais alguns dos muitos vacilos que infelizmente eu vou dar ao longo da minha vida. Mas prometo que vou me policiar melhor e tentar ver o mundo fora da minha bolha", escreveu ela no Instagram. Leia, abaixo, o texto na íntegra:

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