Por que "Godzilla vs Kong" é a montanha-russa perfeita

Thiago Romariz
·2 minuto de leitura
Godzilla vs. Kong. Foto: Divulgação
Godzilla vs. Kong. Foto: Divulgação

O universo de monstros da Warner é um dos mais equilibrados do cinema recente. Ainda que não tenha filmes reconhecidos como os de heróis, as empreitadas do novo Kong e do novo Godzilla são dignas de nota. O embate entre os dois, porém, não carregou grande confiança por não ser tão exposto quanto os longas anteriores, e ainda foi prejudicado pela pandemia. A boa notícia é que não só ele faz jus ao combate, como é um dos melhores blockbusters dos últimos anos.

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O roteiro se baseia nos ataques teoricamente infundados de Godzilla à cidades, e para parar o lagarto gigante os humanos procuram Kong como solução. O macaco gigante é a única criatura capaz de parar o Rei dos Monstros, que na verdade, não está destruindo o planeta aleatoriamente, como descobrimos depois.

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E toda essa descoberta vem a partir dos humanos, elemento tradicionalmente frágil em roteiros protagonizados por monstros gigantes. Felizmente, Godzilla vs Kong entende bem o papel dos humanos como coadjuvantes, servindo como simples peões para que a trama siga.

Quase sempre eles são tratados como caricaturas e na maioria das vezes estão lá para explicar alguma tecnologia nova estúpida ou desejo infundado para que os monstros tenham razões para lutar. Eles são os guias da montanha-russa daquele ótimo parque de diversão que você vai, ou espera ir quando a pandemia acabar. São responsáveis pelas instruções, pelos recados e por alinhar sua expectativa para o que está chegando. A melhor parte, claro, está na hora que você embarca no brinquedo - e que brinquedo é Godzilla vs Kong.

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Adam Wingard, o diretor de Death Note da Netflix, aqui detém o ritmo do filme perfeitamente, com alternância entre cenas de ação muito bem coreografadas e uma direção de arte e efeitos visuais tão envolventes quanto a pancadaria dos nossos heróis. 

A montanha-russa de Wingard é montada com uma trilha sonora frenética, cores que te cativam, movimentos orquestrados entre monstros gigantes e com a tensão digna de jato de adrenalina no final. Quando termina Godzilla vs Kong, independente do vencedor, o sentimento que fica é aquele de voltar para o fim da fila para viver aquela emoção toda novamente.

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*Thiago Romariz é jornalista, professor, criador de conteúdo e atualmente head de conteúdo e PR do EBANX. Omelete, The Enemy, CCXP, RP1 Comunicação, Capitare, RedeTV, ESPN Brasil e Correio Braziliense são algumas das empresas no currículo. Em 2019, foi eleito pelo LinkedIn como um dos profissionais de destaque no Brasil no prêmio Top Voice.