Por que 'Borat 2' é o filme que 2020 precisava

Erik Paulussi
·2 minuto de leitura
Sacha Baron Cohen volta mais uma vez ao papel de Borat (Foto: Divulgação)
Sacha Baron Cohen volta mais uma vez ao papel de Borat (Foto: Divulgação)

Quando 'Borat' estreou em 2006, os risos das palhaçadas do repórter bizarro do Cazaquistão que zoava norte-americanos conservadores eram mais por conta do absurdo. Aquela situação era real, mas parecia ser algo muito isolado e específico. Após 14 anos, 'Borat 2' chega à Prime Video exatamente com a mesma fórmula e praticamente as mesmas piadas, mas agora rimos de desespero.

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Calma, não é que o personagem de Sacha Baron Cohen seja exatamente um gatilho. O fato dos temas abordados na comédia, como o círculo íntimo de Donald Trump ser composto por homens que estão na presos ou acusados de assédio (há uma cena com o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, que chega a ser revoltante), o machismo e até mesmo as fake news que envolvem o coronavírus, soam tão absurdo que só poderiam ser roteiro de cinema. E ,caso você tenha alguma dúvida, não são.

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Nesta continuação, o “ex-segundo melhor repórter do Cazaquistão” foi preso após o sucesso de seu primeiro filme ter trazido vergonha e difamação ao país. Ironicamente, a nação chegou a gastar milhões de dólares com campanhas para afastar a imagem irônica que Baron Cohen trouxe com a obra.

Na ficção, para pagar a dívida, ele recebe uma missão: entregar um presente para o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, e fazer com que o primeiro ministro do país possa entrar no "clube dos bad boys", onde também se encontram Putin, da Rússia, Kim Jong-Un, da Coreia do Norte, e até o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Agora, Borat precisa lidar com a filha de 15 anos, Tutar (Foto: Divulgação)
Agora, Borat precisa lidar com a filha de 15 anos, Tutar (Foto: Divulgação)

Quando o primeiro presente dá errado, ele decide entregar sua filha de 15 anos, Tutar, como presente a Pence. A partir disso, começa a saga de Borat para torná-la mais atraente, onde ouvimos absurdos de coaches de sugar babies (mulheres mais jovens que se relacionam com homens mais velhos), pastores de clínicas pré-Natal e até um grupo de empoderamento feminino republicano que defende a falta de filhos no casamento como um fator de enfraquecimento da sociedade.

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A decisão inteligente da continuação, entretanto, foi fazer justamente de Tutar, vivida pela atriz Maria Bakalova, um agente de transformação até para as atitudes machistas e bizarras do próprio Borat. Se até ele mudou, é possível dizer que há esperança até mesmo para 2020, o ano em que o mundo parou por conta de uma pandemia.

Neste momento, o que nos sobra são boas risadas com Cohen e a sensação que, muito em breve, possamos voltar a dizer VERY NICE!

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