Por que bolsonaristas acreditam que Lady Gaga fará 'intervenção federal'

Lady Gaga posa no red carpet do 64° Grammy Awards no MGM Grand Garden Arena em Las Vegas, Nevada, Estados Unidos, em 3 de abril de 2022 (Foto: REUTERS/Maria Alejandra Cardona)
Lady Gaga na 64ª edição do Grammy, em abril de 2022, em Las Vegas (Foto: REUTERS/Maria Alejandra Cardona)

Lady Gaga é o mais novo rosto a estampar uma notícia falsa que vem circulando em grupos bolsonaristas nos últimos dias.

Entre os eleitores do atual presidente que não aceitaram sua derrota para Lula, há quem acredite que a cantora seja, na verdade, uma funcionária do Tribunal Penal Internacional, localizado em Haia.

As montagens em que Gaga parece estar numa videoconferência com Jair Bolsonaro (PL) e as capturas de tela que dizem que Stefani Germanotta —nome real da cantora—, supostamente "primeira-ministra do Tribunal de Haia", estaria analisando uma fraude eleitoral no Brasil viralizaram no Twitter.

As mensagens ainda falam que "ocorrerá uma intervenção federal para reapurar os votos das urnas" após 72 horas de mobilização dos grupos bolsonaristas que têm se manifestado em diferentes pontos do país, motivados por fake news.

"Vamos continuar nas ruas, não podemos desistir", diz ainda a notícia falsa da vez, fomentando a manutenção dos atos golpistas que se alastraram pelo país desde o segundo turno das eleições presidenciais.

As imagens ainda ignoram a inexistência do cargo de "primeiro-ministro" no Tribunal Penal Internacional e erra ao dizer que o artigo 142 da Constituição permite que haja uma "intervenção federal" no país. A lei, na verdade, apenas estabelece normas para o funcionamento das Forças Armadas.