Por que 'A Grande Família' é a série perfeita para a quarentena

Por Rafael Monteiro

A ordem é ficar em casa. Com a quarentena contra o coronavírus, você se depara com o sofá agora cheio. Antes que você consiga pegar o controle remoto, uma discussão se inicia sobre o que assistir. Seus sobrinhos querem ligar no Youtube, mas os seus pais e avós têm outros planos. Nesta disputa, cabe a você escolher uma atração que agrade a todos - antes que alguém eventualmente decida resolver a situação no tapa.

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Se o cenário parece, digamos, "muito familiar", você caiu no texto certo. Em tempos de entes queridos ou não-tão-queridos reunidos, urge a necessidade de criar dinâmicas que envolvam todos os integrantes, independentemente da faixa etária. Se optar por ver uma série, não hesite. Vá no garantido. Proponha rever a versão moderna de A Grande Família.

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Abaixo, elencamos seis argumentos para tal:

Muitas temporadas (e episódios curtos)

De acordo com algumas fontes oficiais, como o governo do estado de São Paulo, o pico do contágio do coronavírus deve acontecer entre meados de abril e início de maio. Estamos ainda no fim de maio, ou seja, ainda temos muito tempo de confinamento pela frente. Para não se entediar até lá, você vai precisar fazer maratonas ainda mais longas no sofá - e, diante disso, poucas séries oferecem tanto conteúdo quanto A Grande Família. De 2001 a 2014, a TV Globo exibiu 485 episódios do seriado - além de um filme, lançado em 2007 nos cinemas, com direção de Maurício Farias. Ao todo, foram 14 temporadas - e as últimas quatro estão disponíveis no Globoplay.

Humor extremamente acessível

É difícil identificar o "segredo do sucesso" d'A Grande Família. Do início ao fim da sua permanência na grade da TV Globo, a série foi sucesso da audiência, tendo atingido por diversas vezes picos de mais de 40 pontos de audiência, principalmente na quinta temporada, exibida em 2005. Talvez a explicação esteja no alto grau de identificação popular das personagens, todas moradoras do subúrbio do Rio de Janeiro. Quem não conhece um pai certinho como Lineu (Marco Nanini)? Uma mãe sensível que faz bolos quando fica triste, como a Dona Nenê (Marieta Severo)? Um comerciante caricato como Beiçola (Marcos Oliveira)?

Não precisa de apresentação

A Grande Família dispensa argumentos. Praticamente mundo conhece e gosta. Na hora de dar play em algum episódio, o máximo que você vai precisar esclarecer ao seu avô é que a atriz que interpreta a Marilda se chama Andréa Beltrão e que a banda do Evandro Mesquita (o mecânico Paulão) se chama Blitz - e não RPM ou Ultraje a Rigor.

Episódios (polêmicos) que precisam ser revisitados

Mesmo quem se considera fã de A Grande Família, pode ter se esquecido de alguns episódios clássicos e polêmicos da série. Na nona temporada, o episódio "A Marcha" discutiu abertamente a legalização da maconha. Mas a droga já havia aparecido antes no programa - mais precisamente no episódio Um Tapinha Não Dói, da segunda temporada, quando Lineu come biscoitos feitos com marijuana por engano (vídeo abaixo).

Outros momentos marcantes dignos de revisita são o episódio Mãe Etelvina (sétima temporada), em que Beiçola revela fingir que é a própria mãe numa homenagem macabra à Psicoce (clássico do cinema de Alfred Hitchcock) e Era Uma Vez No Motel, quando Agostinho Carrara (Pedro Cardoso) acaba dando uma volta pela cidade à noite com uma travesti interpretada por Leona Cavalli e se livra de alguns preconceitos.

Agostinho Carrara

O maior trambiqueiro da história da TV brasileira foi de taxista a político de sucesso. Ensinou a pediu dinheiro emprestado e nunca emprestar o dele. Perdeu o emprego de taxista e depois se tornou vice-presidente. Nesta jornada, ele foi até coach!



Tem outra versão

Vale lembrar que A Grande Família que os mais jovens conhecem é um remake. Nos anos 1970, a TV Globo exibiu a trama com Jorge Dória no papel de Lineu, Eloísa Mafalda na pele de Nenê, Djenane Machado (e depois Maria Cristina Nunes) como Bebel e Paulo Araújo como Agostinho Carrara. Na série deste século, curiosamente, um personagem foi cortado: Junior (interpretado por Osmar Prado), um dos filhos de Lineu e Nenê, lembrado por fazer críticas sociais durante as situações estapafúrdias da primeira versão.

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