Política, intolerância e meio ambiente: os desfiles mais críticos da Sapucaí

Foto: Getty Images

As agremiações do grupo especial do Rio de Janeiro fizeram muitas críticas no Carnaval de 2020. Racismo, machismo, corrupção e intolerância religiosa foram alguns dos temas polêmicos abordados na passarela do samba.

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Unidos da Viradouro

Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images

Logo na primeira noite de desfiles, a Unidos da Viradouro exaltou as mulheres negras de Salvador que lavavam roupas na Lagoa do Abaeté para comprar suas alforrias. Com este enredo, a escola falou sobre a força das “primeiras feministas do Brasil”.

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Mangueira

Foto: Roberto Filho/Brazil News

Logo em seguida, a Mangueira ganhou a Avenida para fazer uma releitura da vida de Jesus. Na comissão de frente, o Messias apareceu na pele de um homem branco de cabelos longos e barba, a versão mais conhecida. Ao andar com pobres em bailes funks no morro, dançou e sofreu repressão policial. Em seguida, a versão mais polêmica de Jesus foi vivida pela rainha de bateria Evelyn Bastos. De vestido roxo, acorrentada e com uma coroa de espinho, ela não sambou durante o desfile.

Grande Rio

Foto: Gilson Borba/NurPhoto via Getty Images

Já a Grande Rio, escola conhecida por contar com muitas famosas, falou sobre intolerância religiosa ao contar a história do pai de santo Joãozinho da Gomeia. O refrão "Eu respeito seu amém, você respeita meu axé" empolgou o público que acompanhou tudo na Sapucaí. Paolla Oliveira apareceu vestida de Cleópatra e chamou a atenção com sua fantasia dourada.

União da Ilha

Foto: Reprodução/Globo

A escola de Gracyanne Barbosa, a União da Ilha, também surpreendeu com suas críticas políticas. A escola de samba falou sobre a situação de quem vive nas comunidades do Rio de Janeiro. Várias alas representaram ônibus lotados, pessoas armadas e em situação de rua.

São Clemente

Foto: Bruna Prado/Getty Images

A segunda noite de desfiles seguiu no mesmo estilo. A São Clemente abriu as apresentações com o enredo "O conto do vigário", falando dos variados trambiques brasileiros. O humorista Marcelo Adnet desfilou com fantasia e carro alegórico com referências ao presidente Jair Bolsonaro e a bateria da escola virou "laranjal". Nas redes sociais, o desfile repercutiu.

Salgueiro

Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images

Mais tarde, o Salgueiro contou a história de Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil. O desfile focou na importância da luta contra o racismo. Outros personagens negros importantes para a história do país também foram citados.

Unidos da Tijuca

Foto: Gilson Borba/NurPhoto via Getty Images

A Unidos da Tijuca, por sua vez, levou para a Avenida uma crítica a respeito do meio ambiente. Logo no abre-alas, a escola citou o aquecimento global ao mostrar um urso polar e seu filhote em uma geleira que aparecia derretendo e virando um oceano cheio de plástico e óleo. O desmatamento não ficou de fora do assunto em outras alas.

Mocidade

Foto: Brazil News

Embora o desfile da Mocidade tenha sido focado em uma homenagem para Elza Soares, a agremiação aproveitou para tocar em feridas do Brasil. Um dos carros chamou atenção com a mensagem "Exu te ama" e a escola também levantou as bandeiras feministas e LGBTQ em várias alas.

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