Policial federal suspeito de matar filha de apenas dois meses é preso em Alagoas

Policial Federal acusado de matar filha de dois meses é presos - Foto: Reprodução/G1

O policial federal Dheymersonn Cavalcante, suspeito de matar a filha de apenas dois meses no Acre, foi preso pela Polícia Federal em Maceió, Alagoas, nesta quinta-feira (10). A defesa alega que a prisão é ilegal. As informações são do Portal G1.

A PF de Alagoas disse ter cumprido um mandado de prisão contra o policial e que ele se encontra custodiado na sede da PF em Alagoas, estando à disposição da Justiça do Acre, onde o crime teria acontecido.

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Kaio Marcellus, advogado do policial federal, afirma que a prisão de Dheymersson é ilegal porque foi impetrada uma ordem de habeas corpus e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deferiu. O ministro Leopoldo de Arruda Raposo teria concedido HC para revogar a prisão preventiva do policial, de acordo com Marcellus.

A prisão de Dheymersson Cavalcante foi decretada pela Justiça do Acre em julho pela morte de Maria Cecília, sua filha de apenas dois meses. A autora da denúncia foi a mãe da criança, que passou mal e morreu depois do policial e a mãe dele terem dado duas mamadeiras de leite à criança.

Segundo o G1, o laudo apontou que a causa da morte foi broncoaspiração, que é um quadro de insuficiência respiratória e obstrução das vias áreas causadas pela quantidade de leite ingerido.

Versão do acusado

Em vídeo enviado pelo ao G1, o policial federal contestou as acusações e o resultado do inquérito que o levou a prisão. De acordo com ele, nem todas as provas foram analisadas.

“Sou policial assim como o delegado que investiga o caso e eu esperava que fosse realizado um trabalho sério e todas as provas fossem colocadas no inquérito. De perícia eu não entendo e não posso criticar o trabalho de perito, sou policial assim como Martin Hessel e de investigação eu entendo, e olhe que sou mais burrinho ainda. Até hoje eu não fui ouvido. Depois que minha filha morreu, eu entrei em uma depressão profunda, quase me suicidei e perdi 10 quilos. Não tive condições nenhuma de me pronunciar ou me defender”, falou.

Ainda no vídeo, ele apresenta prints de conversas com a mãe da bebê, além do prontuário, receita médica e trechos de entrevistas dadas pelo delegado responsável pelo caso na tentativa de provar sua inocência. Cavalcante alega que a mãe da criança dava leite artificial para ela e que não teria apresentado reação alérgica.