Porta dos Fundos: polícia vai investigar 80 horas de filmagens para achar autores

Imagem de câmera de segurança do momento do ataque (Foto: Reprodução)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Objetivo é refazer o trajeto dos quatro criminosos

  • Polícia tem imagens de mais de dez câmeras de segurança

A equipe da Polícia Civil do Rio de Janeiro responsável pela investigação do ataque à produtora do grupo Porta dos Fundos obteve imagens de mais de dez câmeras de segurança dos estabelecimento ao redor do local do crime. O objetivo é refazer o caminho dos criminosos, e para isso serão analisadas mais de 80 horas de filmagens até a semana que vem.

Os investigadores recolheram as gravações de diversas câmeras de segurança do quarteirão onde fica a produtora, em Humaitá, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Além disso, também serão analisadas filmagens das ruas por onde os quatro autores do ataque fugiram: a Rua Capitão Salomão, por onde passaram pela contramão, e a Rua Voluntários da Pátria. Os policiais obtiveram imagens de clínicas médicas, restaurantes, lojas e de um edifício residencial.

Leia também

O caso é investigado pela 10ª DP (Botafogo). De acordo com depoimentos de testemunhas, os homens circularam pela região horas antes do crime, esperando um bar próximo à produtora esvaziar. Às 5h21 do dia 24, começaram o ataque com coquetéis molotov.

Nas filmagens, a polícia espera descobrir se algum dos autores do crime passou pelo local sem máscara nas horas anteriores ao ataque, e também identificar a moto e a caminhonete usada pelos criminosos. De acordo com o Marco Aurélio de Paula Ribeiro, titular da 10ª DP, parte do trabalho é melhorar a nitidez das imagens das câmeras.

A princípio, os investigadores não trabalham com um cenário de terrorismo, e sim dos crimes de incêndio e tentativa de homicídio contra o segurança que estava no local e conseguiu apagar o fogo. Caso as investigações conduzam as equipes à hipótese de terrorismo, o caso passa para as mãos da Polícia Federal, como determina a Lei Antiterrorismo de 2016.

O ataque foi reivindicado por um grupo de extrema-direita que se autodenomina “integralista” em um vídeo que circula pelas redes sociais.