Polícia Civil do Alagoas prende suspeitos de furtar apartamento de Carlinhos Maia

Carlinhos Maia no Carnaval 2022 (Leo Franco / AgNews)
Carlinhos Maia no Carnaval 2022 (Leo Franco / AgNews)

A Polícia Civil de Alagoas prendeu pessoas suspeitas de participar do furto ao apartamento de Carlinhos Maia e o marido, Lucas Guimarães. O crime aconteceu no dia 29 de maio.

Por enquanto, a Polícia ainda não divulgou quantas pessoas foram presas ou a identidade. Os detalhes da operação serão divulgados em coletiva de imprensa nas próximas horas. Em posicionamento pouco antes do anúncio da prisão, o delegado Lucimério Campos explicou que a polícia já suspeitava de alguns indivíduos, mas decidiu não dar detalhes para não fazer nenhuma acusação sem fundamento.

"Nós temos suspeitos, mas não seremos levianos de apontar para alguém agora. Temos a linha de investigação que aponta para um grupo especializado nesse tipo de crime. Não foi algo do tipo 'estamos hospedados aqui e eles moram aqui do lado'", explicou o delegado.

Recentemente, a Polícia afirmou que acreditava que o roubo havia sido premeditado há muito tempo por pessoas próximas ao influenciador digital. A câmera de segurança principal que dá acesso ao apartamento foi desconectada 15 dias antes do crime. "Uma coisa é clara para nós: eles têm uma expertise e têm uma qualificação diferenciada para agir em crimes dessa natureza", explicou Gustavo Xavier do Nascimento, delegado geral da Polícia Civil de Alagoas.

Entenda o crime

Após o anúncio de um roubo milionário no apartamento do influenciador digital Carlinhos Maia, imagens inéditas da investigação foram divulgadas no último domingo, 5. Entre os bens mais valiosos, os ladrões levaram um colar de diamantes de R$ 1,5 milhão e um relógio avaliado em R$ 1 milhão.

Ocorrido no dia 29 de maio, o roubo foi realizado no terceiro andar de um prédio de luxo em Maceió. Das 36 câmeras espalhadas pelo edifício, apenas duas registraram a passagem dos ladrões. A exibição das gravações foi feita com exclusividade pelo "Fantástico". Dois equipamentos instalados na garagem gravaram a mesma cena, que é o único registro deixado pelos bandidos até agora.

Na madrugada

Era 1h16 quando um homem e uma mulher caminhavam no mesmo ritmo, pisando leve e seguindo em linha, dificultando uma eventual identificação. Os dois estavam com todo o corpo coberto, usavam chapéu, máscara e luvas para não deixar rastros das digitais. O homem ainda escondia o rosto com a mão, e apenas ele carregava uma mochila.

"Eles sabiam por onde transitavam dentro do empreendimento. Nós temos os chamados pontos cegos. Alguns já existiam desde a sua concepção, e outras foram, provavelmente, maliciosamente criadas para facilitar a empreitada", disse o delegado de polícia Lucimério Campos.

A polícia acredita que o crime foi planejado durante um bom tempo, porque a câmera de segurança principal, a do corredor que dá a cesso ao apartamento de Carlinhos Maia, havia sido desconectada há pelo menos 15 dias. E 15 dias é justamente o prazo para que as imagens sejam apagadas automaticamente do servidor, de modo que não é possível saber ainda quem desconectou o equipamento. Além da câmera do andar de Carlinhos, uma outra, no térreo, também estava desligada.

No dia, o porteiro só tinha acesso a imagens de 16 câmeras. As outras, embora ligadas, não estariam canalizadas no monitor dele. Mas o alarme do sensor de presença tocou.

"O porteiro disse que, (assim) como outros casos de acionamento por animais ou até pela sensibilidade mesmo do dispositivo, ele achou que era mais uma dessas situações e não se preocupou em olhar. Nós temos tido o cuidado de saber se isso é só uma falha humana e ou se é um envolvimento de pessoas ali que trabalhavam no edifício, pessoas ligadas ao Carlinhos Maia", disse o delegado.

Hotel

O condomínio onde Carlinhos mora fica ao lado de um hotel e fazem parte de uma mesma rede. A suspeita é de que eles tenham vindo de lá. No lançamento do residencial, de altíssimo padrão, a segurança era um dos principais atrativos. Segundo a incorporadora, todos os principais pontos do prédio são monitorados, mas houve interferência humana para burlar o sistema.

Os bandidos, que ficaram cerca de duas horas e meia no prédio, deixaram outras dúvidas para a polícia desvendar. Os ladrões que abriram a fechadura eletrônica do apartamento de Carlinhos tinham a senha ou usaram um equipamento para destravar a porta?

Algumas imagens mostram que os armários do quarto foram revirados. Mas, para a polícia, os ladrões são de fora do estado e agiram sob encomenda. Isso porque o objetivo deles era conseguir o relógio mais caro, avaliado em R$ 1 milhão, e um colar de diamantes, de R$ 1,5 milhão. Ambos estavam em um cofre com algumas outras joias, mas o alvo era tão definido que ficaram para trás outros seis relógios também valiosos.

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