Pobreza menstrual: homens trans também precisam entrar na conta de quem precisa de absorvente

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População trans precisa ser incluída no debate da pobreza menstrual (Foto: Getty Images)
População trans precisa ser incluída no debate da pobreza menstrual (Foto: Getty Images)

O veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao projeto de lei que prevê a distribuição gratuita de absorventes gerou muito buzz nas redes sociais. Famosas se manifestaram de forma contrária à medida , que discrimina mulheres, mas não apenas elas. Homens trans também menstruam.

Quando um homem trans assume sua identidade de gênero passa a usar um nome social, nem sempre ele passa a tomar hormônios e, assim, vai continuar menstruando. Mesmo durante o processo de hormonização, ele pode continuar menstruando por bastante tempo. Assim, pessoas menstruam, sejam mulheres ou homens transexuais.

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O próprio texto do site do Senado que aborda sobre o veto fala da saúde feminina. E é verdade: a maioria das pessoas afetadas pela medida é composta, de fato, por mulheres, mas pessoas trans também devem ser lembradas e incluídas em políticas públicas.

A reflexão foi parar nas redes sociais

Pessoas trans já passam por inúmeras discriminações e dificuldades, e, para os homens trans, ter um item de uso básico como o absorvente sempre ligado à ideia de feminilidade não é nada bom.

Se para você a discussão não é séria, para muita gente, é.

Quando falamos de privilégios masculinos, de quais homens estamos falando? Não parece ser dos homens trans.

E pensar e incluir pessoas trans no discurso não exige grande esforço, não é?

Uma coisa, no entanto, é consenso: Bolsonaro não se importa. Com mulheres, homens trans ou com qualquer pessoa em situação de pobreza menstrual.

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