PM diz que neonazistas foram estopim para confronto durante ato pela democracia

A supporter of Brazilian President Jair Bolsonaro (R) argues with an anti-Bolsonaro football fan during a protest against the president, at Paulista Avenue in Sao Paulo, Brazil, on May 31, 2020, amid the COVID-19 novel coronavirus pandemic. (Photo by Nelson ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

O protesto de torcidas organizadas em defesa da democracia, na Avenida Paulista (SP), terminou em confronto com apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e com a intervenção da Polícia Militar. Segundo o secretário-executivo da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, pessoas que portavam bandeiras neonazistas foram o estopim do tumulto nas manifestações.

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"A polícia filma tudo, estamos filmando isso também, vamos passar para a Justiça e o Ministério Público para que se apure. Provavelmente, [o estopim] seja o pessoal ligado ao neonazismo que acabaram começando, levando a esse tumulto", disse Camilo ao canal CNN Brasil.

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O oficial não especificou de qual lado dos atos estavam as bandeiras neonazistas, porém as torcidas de futebol protestavam contra o fascismo (ideologia que originou o nazismo). O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comparou os manifestantes aos “antifa” (antifascistas), classificados por Donald Trump, líder dos Estados Unidos, como “terroristas”.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, foi possível ver uma pessoa ao lado de apoiadores do presidente desfilando com a bandeira preta e vermelha do grupo extremista ucraniano Pravy Sektor (Setor Direito), ligado ao neonazismo.

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A PM utilizou a Tropa de Choque e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes contrários a Bolsonaro e dar passagem aos apoiadores de Bolsonaro, que pediam o impeachment do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chamando-o de “genocida”.