Planalto estuda acabar com entrevistas de ministro da Saúde e concentrar informações sobre novo coronavírus

Gustavo Maia
O presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta em coletiva no Planalto

BRASÍLIA - Incomodado com o protagonismo do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o presidente Jair Bolsonaro estuda acabar com as entrevistascoletivas concedidas diariamente pela equipe da pasta responsável pelo enfrentamento do novo coronavírus.

A ideia é concentrar os anúncios do governo federal no Palácio do Planalto, também como uma forma de transmitir a imagem de união entre saúde e economia preconizadas pelo presidente no combate à crise.

Mandetta chegou ao Planalto no meio da tarde desta segunda-feira para se encontrar com o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto.

Às 15h48, a Presidência convocou jornalistas para uma entrevista coletiva no Salão Oeste do palácio, com a participação de Mandetta, Braga Netto e dos ministros Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Paulo Guedes (Economia) e André Mendonça (Advocacia-Geral da União).

O presidente convive hoje com especulações sobre a eventual demissão do ministro da Saúde, por divergências sobre a estratégia de combate à doença e a adoção do isolamento no país.

No sábado, Mandetta participou de uma coletiva em que manifestou apoio ao isolamento daqueles que podem ficar em casa. No domingo, Bolsonaro contrariou essas orientações e foi às ruas da Ceilândia e Taguatinga, no Distrito Federal.