"Pior líder": Imprensa europeia critica silêncio de Bolsonaro sobre 100 mil mortes por coronavírus

Colaboradores Yahoo Notícias
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SAO VICENTE, BRAZIL - AUGUST 07: President of Brazil Jair Bolsonaro waves during a visit to Barreiros bridge amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic on August 7, 2020 in Sao Vicente, Brazil. The Barreiros Bridge project connects the mainland and island areas of São Vicente. After the completion of the services, the bridge will support vehicle traffic of up to three axes. (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)
SAO VICENTE, BRAZIL - AUGUST 07: President of Brazil Jair Bolsonaro waves during a visit to Barreiros bridge amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic on August 7, 2020 in Sao Vicente, Brazil. The Barreiros Bridge project connects the mainland and island areas of São Vicente. After the completion of the services, the bridge will support vehicle traffic of up to three axes. (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)

A marca de 100 mil mortes por coronavírus registrada no Brasil foi noticiada pela imprensa europeia, que criticou o silêncio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o avanço da pandemia no país.

"100 mil mortos no Brasil, nenhuma palavra de Bolsonaro" é o título da matéria da Agência France Presse (AFP), informando que "o presidente se contentou em postar um tuíte destacando as pessoas que se curaram e para celebrar a vitória de seu time de futebol preferido", em referência à conquista do Palmeiras no Campeonato Paulista.

O periódico francês Le Parisien publicou que “o governo gerencia a pandemia de modo caótico” com a saída de dois ministros da Saúde.

"O próprio presidente foi contaminado pelo vírus no mês passado, sempre se opôs às medidas de confinamento em nome da preservação da economia e tratou de 'ditadores' os governadores dos Estados que optaram pela medida", afirmou o Le Parisien.

Ainda na França, o jornal Le Monde informou que a contagem de casos de Covid-19 no Brasil deve ser “relativizada” por causa do baixo número de testes. “Os especialistas acreditam que o total de pessoas contaminadas poderia ser até seis vezes maior”, ressaltou.

Em Portugal, o jornal Público destacou uma declaração do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e escreveu que uma das características do governo Bolsonaro é "uma profunda incapacidade de empatia com os que têm ficado doentes e que morrem, que são sobretudo os mais pobres".

O jornal britânico The Guardian publicou uma entrevista com a bióloga brasileira Natalia Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência, que apontou o principal culpado pelas 100 mil mortes por Covid-19 no Brasil: Jair Bolsonaro.

"Como presidente, ele carrega essa responsabilidade. O comportamento dele vem sendo deplorável", criticou a bióloga. "Fico realmente decepcionada ao ver meu país desse jeito. Temos a pior liderança no pior momento possível. Como cientista e cidadã, fico tão triste ao ver como esse governo afundou meu país", reiterou.