Pfizer nega condições de Bolsonaro para vender vacina e Brasil segue com imunização lenta

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Foto: AHMAD GHARABLI/AFP via Getty Images
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A Pfizer, produtora de uma das vacinas mais utilizadas no planeta contra a Covid-19, afirmou ao governo brasileiro que não aceita as exigências para vender o imunizante ao país. 

A empresa e o Ministério da Saúde não conseguiram solucionar o impasse em torno das cláusulas dos contratos para a comercialização do imunizante. A Pfizer não abre mão de que o governo brasileiro se responsabilize por eventuais demandas judiciais decorrentes de eventuais efeitos adversos da vacina, desde que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tenha concedido o registro ou autorizado o uso emergencial e temporário.

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Segundo a Folha de S. Paulo, a Pfizer exige também que qualquer litígio com o governo brasileiro seja solucionado em uma Câmara Arbitral de Nova York. Outra pedida seria também que o governo renuncie à soberania de seus ativos no exterior como garantia de pagamento, bem como constitua um fundo garantidor com valores depositados em uma conta no exterior.

A vacina da Pfizer foi uma das primeiras a serem utilizadas em grande escala no planeta. De acordo com a farmacêutica, apenas Brasil, Venezuela e Argentina não aceitaram as exigências para ter o imunizante. A empresa diz seguir um padrão internacional. 

Se o trio latino-americano não chegou a um acordo com a Pfizer, o Chile concordou, assinou contrato e recebeu milhares de doses do imunizante ainda em dezembro. 

Nesta segunda-feira (22), uma reunião da qual participaram executivos do alto escalão da empresa juntamente com Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), tentou buscar uma concordância, mas não houve sucesso. 

Executivos da Johnson & Johnson, que pretende vender a sua vacina, a Janssen, ao Brasil. No domingo (21), o Ministério da Saúde solicitou orientação ao Palácio do Planalto sobre como proceder diante do impasse que vem dificultando o avanço da vacinação pelo país.