Peruche tem 40% das alegorias de Carnaval danificadas por causa de temporal em SP

TAYGUARA RIBEIRO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prejuízo foi grande para uma das mais tradicionais escolas de samba do Carnaval paulista. A Unidos do Peruche ficou sem boa parte de suas alegorias após a forte chuva que caiu na capital paulista, na última segunda-feira (10). A escola, que disputa o Grupo 2 do acesso, perdeu cerca de 40% das alegorias por causa do temporal.

O barracão da escola da zona norte da capital foi atingido pelas chuvas e alagou. As fantasias ficaram preservadas, com exceção de alguns poucos casos. A Peruche pretende fazer um mutirão para tentar recuperar ao menos uma parte dos danos.

O prazo para a escola levar os carros alegóricos até o sambódromo do Anhembi (zona norte) é dia 18 de fevereiro. No entanto, a agremiação pode fazer ajustes finais depois que os carros já estiverem no local. A Peruche é a oitava escola a desfilar na segunda-feira (24).

Segundo a assessoria de imprensa da escola, não existe ainda estimativa de quantas pessoas irão participar do mutirão para tentar recuperar as alegorias e nem sobre os valores dos danos. A escola afirma que ainda irá conversar com a Liga das Escolas de Samba para saber se haverá algum tipo de apoio as escolas prejudicadas pelo temporal. A Peruche traz neste ano o enredo "Ubuntu -- Por Um Mundo Novo".

A Rosas de Ouro foi outra que teve a quadra alagada após as chuvas desta segunda. No entanto, neste caso, a escola, que também fica na zona norte, passou apenas por um susto. A estrutura da quadra não foi afetada pela água que invadiu o local, nem as alegorias, três delas, inclusive, que já foram levadas para o sambódromo.

As fantasias molharam, mas o material não chegou a estragar porque estavam protegidos por plásticos. Segundo a escola, as fantasias ficaram apenas úmidas e não haverá nenhum prejuízo ao desfile.

Na madrugada de segunda, quando a quadra da escola alagou, muitos componentes da agremiação estavam no local e colocaram os materiais fora do alcance da água. A Rosas, que está no grupo especial, será a última a desfilar no sábado (22). A escola traz como tema deste ano "Tempos Modernos".

Já na zona oeste, o barracão da escola de samba Pérola Negra, sob o viaduto Mofarrej, na Vila Leopoldina, ficou completamente alagado após temporal que atingiu a capital paulista entre a noite de domingo (9) e a segunda-feira. 

Segundo assessoria de imprensa da Pérola, a escola enviou um caminhão para retirar os funcionários que trabalhavam no local no início da manhã, quando a água subiu. Ninguém se feriu. 

O barracão é usado para confecção de fantasias e armazenamento de materiais como tecidos e aviamentos dos trajes. No local ainda estava sendo montado um dos carros alegóricos da agremiação. Segundo a TV Globo, a Pérola Negra teve cerca de 40% das suas fantasias danificadas.

Após conseguir subir para o Grupo Especial, a Pérola Negra será a primeira escola a entrar na avenida no próximo dia 22, sábado. A agremiação homenageará esse ano o povo cigano com o enredo "Bartali Tcherain - A estrela cigana brilha na Pérola Negra". 

A Liga Independente das Escolas de Samba informou que a situação da Pérola, assim como das demais escolas afetadas, será analisada, pois ainda não se sabe a extensão dos estragos causados pela chuva.

Nesta terça-feira (11), o presidente da Liga, Paulo Sérgio Ferreira, visitou os barracões das escolas para acompanhar a situação, segundo informações da entidade.