Perfil de investidor: o quê é importante saber sobre esse tema?

Conhecer o seu perfil de investidor é uma tarefa necessária para planejar as próprias finanças (Getty Images)

Quem adentra no mundo dos investimentos em algum momento vai se esbarrar com uma questão bem frequente nesse universo: “Qual é o seu perfil de investidor?”. Essa pergunta é uma das primeiras novidades com que os novatos se deparam na hora de abrir uma conta em uma corretora ou acessar a plataforma de um banco pela primeira vez. Nelas, há um questionário (cuja aplicação é obrigatória) que vai definir a quais aplicações a pessoa terá acesso. Conservador, moderado ou arrojado: quem é você?

Muitas vezes, essas categorias se parecem um pouco rígidas demais, mas a questão do perfil é algo muito importante no mercado financeiro. Assim como somos únicos na relação com os amigos, com o trabalho e nos nossos relacionamentos pessoais, também somos únicos na relação com o dinheiro. E é por essa razão que é importante saber como você se comporta como investidor. Afinal de contas, o que funciona para mim pode não funcionar para você em vários aspectos que envolvem o universo financeiro.

Para além da classificação básica de finanças pessoais, como “devedor” ou “poupador”, vou dar avançar um pouco nesse ponto e destrinchar três pontos que considero de extrema relevância para definir um perfil de investidor:

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Em primeiro lugar, é preciso saber o quão tolerante você é em relação ao risco de suas aplicações financeiras. Eu, por exemplo, consigo suportar uma carteira com todos ativos em renda variável. Como invisto no longo prazo e não preciso deste dinheiro para agora, não me abalo com a alta volatilidade da Bolsa de Valores. Por outro lado, já vi pessoas que se desesperam com quedas de 2% em um dia. Fica claro que, para elas, é preciso escolher um investimento em que estejam menos expostas ao risco.

Um segundo ponto crucial tem relação direta com a questão que citei anteriormente: o prazo. Quem investe para resgatar em dois anos deve definir aplicações distintas de quem pretende fazê-lo em dez anos. Quanto mais dilatado o horizonte, maior a possibilidade de exposição à renda variável. Quanto menor, maior a necessidade de escolher aplicações com menos volatilidade e que preservem a liquidez para que aquele dinheiro seja resgatado com mais agilidade e o maior rendimento possível.

O terceiro ponto a se levar em conta é realmente muito pessoal: qual o seu objetivo? “Casar ou comprar uma bicicleta?” Clichês à parte, as suas intenções para o dinheiro que está aplicando fazem uma enorme diferença. Existem pessoas com grandes ambições financeiras e outras, nem tanto. E, mais uma vez, isso também depende muito da sua história pessoal, que envolve família, trabalho, local onde mora, entre outros fatores. Vejo muitas pessoas que querem atingir um patamar de renda através de investimentos e, se fizerem as contas, verificariam que isso já até poderia ter sido alcançado. Interessante, não?

Por essas e outras, reforço a importância da leitura, da busca de informação e de autoconhecimento. Só por meio dessas ações você poderá entender melhor quais as possibilidades que o mercado financeiro pode te oferecer e, por meio delas, como poderá alcançar os melhores resultados dentro dos seus objetivos.